2010 e a Moda




Na imensidão de blogs e sites de moda desse mundão virtual afora, um anda se destacando bastante pela rapidez das notícias, pelo perfil dos textos, pelos assuntos abordados e pelos blogueiros que fazem parte da equipe.
É o FFW – Fashion Forward - criado por ninguém menos que o Grupo Luminosidade, responsável pelo SPFW e Fashion Rio.
Com o objetivo de ser um dos maiores portais de acervo de desfile do Brasil, o site tem chamado atenção pelo ótimo conteúdo!
E um dos tantos textos escritos foi o do Luigi Torres sobre algumas tendências para o mercado de moda em 2010!
Depois da crise econômica que abalou o mercado em 2009 e deixou algumas marcas de luxo em situação de risco, muita coisa mudou. As grandes magazines viram seus números crescer espantosamente enquanto importantes maisons fechavam as portas!
Na matéria, Luigi Torre, lembra que conceitos como sensualidade e agressividade, que transmitem a sensação de segurança, poder e controle ajudou algumas indústrias como a de lingerie e de maquiagem passarem pelo período de crise financeira com muito dinheiro no caixa.
Em 2010, alguns valores voltam a tona, (alguns deles ainda previstos pela WGSN há mais de 2 anos e por outros grandes portais de tendências recentemente), como a valorização das emoções e a humanização de tudo, principalmente da moda.
Materiais e técnicas mais naturais e artesanais trazem o “valor humano” as peças e são muito bem aceitas pelo “novo” consumidor que agora reconhece o seu poder e passa a ditar as regras do mercado.
Entendendo essa nova lógica de consumo, algumas das tendências encontradas em 2010 serão:
Preservação: Necessidade de relembrar o passado e valorizar sua história. A quantidade de brechós on line que surgiram nos últimos tempos, revelam que a tendência veio mesmo para ficar!
Aldeia Global: As fronteiras caíram, o mundo ficou menor, a valorização de outras culturas se torna inevitável.
Tradição: Reflexo da crise, esse momento é de olhar ao passado e relembrar o que passou. Editoriais apagados com imagens parecendo de fotos antigas, valorização do artesanato, a volta aos brechós, tudo isso vem a tona neste momento.
Elementos naturais: O natural, a simplicidade, o artesanal, tudo isso volta relembrando um momento de nostalgia e de revisão de valores.

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Centenário Internacional

Como um dos últimos projetos de 2009 a Laguna Marketing & Moda foi responsável pela coordenação do setor de Moda e Arte do evento do Centenário do Internacional.
O evento aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de dezembro e contou com estudantes de moda e alguns dos artistas mais bacanas de Porto Alegre, do Núcelo Urbanóide.
Quase 3.000 pessoas prestigiaram o setor de Moda & Arte que foi destinado apenas ao camorote VIP do evento!

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Pano Pra Manga

Pessoas, achei interessante postar aqui sobre o Pano Pra Manga e suas mudanças!
Bom, criei o Pano Pra Manga junto com a Raquel Medeiros pq sempre senti uma falta de eventos bacanas de moda e iniciativas que reunissem empresas, marcas, estudantes e profissionais do mercado de moda gaúcho para discutir juntos formas de crescimento para esse mercado!
Fizemos 3 edições do evento! O resultado foi incrível, os convidados ótimos, assuntos bacanas, cada edição teve um crescimento enorme do n° de inscritos e enfim… Até que eu fui viajar em agosto e resolvemos pular uma ou duas edições (a proposta do evento seria mensal).
Quando voltei para o Brasil, a correria e o acúmulo de trabalho me impediram de conseguir pensar no PPM e confesso que eu não estava satisfeita com o projeto. A minha idéia inicial seria um encontro super interativo, que os participantes ajudassem a construir e melhorar cada vez mais o evento. Para minha surpresa poucas pessoas gostavam de interagir e agregar ao evento e a maioria gostava muito do formato palestra (o que eu queria fugir desde o início). Também sentia falta de um desdobramento maior do evento, que tivesse algum resultado mesmo aquela troca de informações que acontecia uma vez por mês em algo maior e que de fato resultasse em alguma diferença para o mercado gaúcho. Bom, apesar de ficar super satisfeita com o projeto, ainda assim queria que ele fosse muito maior do que era!
Talvez meu objetivo não fosse alcançado com este tipo de projeto e formato e por isso, achei melhor não seguir em frente e pesquisar melhor uma forma de atingir meus objetivos com outras ferramentas.
Essa introdução toda é para explicar que o nome Pano Pra Manga (criado pela Raquel) continua, mas o projeto é outro. Agora ele será tocado só pela Raquel, eu não estarei neste projeto, e ele vai ter um novo formato. Um encontro de networking e troca de cartões, diferente da proposta inicial!
E para que quiser participar deste novo projeto, entre no site do PPM e saiba mais informações!
Queria deixar aqui meu muito obrigado aos participantes e convidados do evento que enriqueceram muito o projeto: Spirito Santo, Helen Rödel, Renner, Vulgo, Bag For Life, Pirecco, Marina Bortoluzzi, Fernanda Jesus, Elis Martini, Barbarella Bakery e Kiko Coelho.

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Maria Prata e minhas impressões….

Depois do Jum Nakao, foi a vez da Maria Prata ajudar a enriquecer minha semana!
Confesso que não foi tudo o que eu esperava!
Ela começou falando um pouco da trajetória dela, do trabalho dela na Vogue o agora no Fashion TV e terminou falando um pouco sobre Crítica de Moda.
E aí vem o problema! Ela nos mostrou como funciona o texto, o que o texto deve explicar, que ele deve transportar o leitor para a situação narrada, enfim… mas o que mais me chamou a atenção foi que ela citou algumas pessoas que fazem crítica de moda no Brasil (que eu não preciso citar aqui né?!).
Pois então, vendo ela falar sobre alguns exemplos de textos, forma de linguagem e tal, reparei que não via muita diferença entre eles. Todos eram super descritivos, apenas abordavam ângulos diferentes, mas não poderiam ser considerados crítica já que não davam nenhum tipo de opinião que outra pessoa sentada na prima fila de um desfile de semanas-de-moda-nacionais-da-vida não conseguissem fazer!
Perguntei pra ela sobre a crítica negativa, se existia, afinal de contas sabemos que nem tudo são flores na moda brasileira. Ela me disse que achava sim que existia e contou umas fofocas de que alguns estilistas não aceitavam e inclusive não gostavam que as jornalistas usassem suas roupas após algum tipo de crítica sobre o desfile e ela mesma deu um exemplo de que uma vez fez uma crítica negativa e ligou para a estilista para explicar a sua opinião e a estilista nem sequer atendeu!
Meu resumo de tudo isso é que a moda brasileira me parece tão imatura ainda!
Parecem um bando de crianças bicudas ao ouvir qualquer tido de crítica e preferir não “emprestar o brinquedo” ao invés de aceitar as opiniões e tentar crescer com isso.
Me pareceu tão pouco profissional, parece que o mercado ainda é tão ligado a panelas, a amizades e relacionamentos e tão pouco preocupado com talento ou profissionalismo.
Confesso que fiquei super decepcionada e até desmotivada mesmo… Quando que a moda brasileira vai crescer?!? E crescer não significa exportar para 223322424 países ou evoluir modelagem e qualidade… não! Significa entender que a moda é mais do que roupa, é negócio, é mercado e exige profissionalismo de todos os lados!
Mas ainda me resta algumas esperanças…

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Jum Nakao e o sentido do design

A semana passada foi super bacana pra mim.. foi um turbilhão de informações e conteúdos novos!
Começando com palestra do Jum Nakao, passando por palestra incrível da Perestoika e convidados (O Estúdio, Camiseteria,…) e terminando com aula com Maria Prata!
Mas vou tentar falar de tudo aqui, começando com post sobre o Jum Nakao!
Bom, ele dispensa apresentações depois da coleção “A Costura do Invisível”. A melhor estratégia de construção de marca para mim foi a criação do desfile, que se tranformou em vídeo, livro e palestras.
Despois desse desfile, Jum começou a ser visto com outros olhos pelo mercado, a mídia, os concorrentes, os consumidores e os pensadores de moda e arte em geral!
Mas no encontro que tivemos com ele, achei muito bacana o conceito que permeia as criações e pesquisas dele ultimamente.
Jum Nakao trouxe uma expressão japonesa chamada “Mottainai” que significa desperdício!
Essa expressão serve como inspiração para o design, a moda e o comportamento em geral nos últimos tempos.
O designer levantou muito a questão do reaproveitamento de materiais e o papel do design na sociedade atual. Para ele, o design serve de interface entre o homem e a sociedade e por isso, tem o papel de tornar os objetos melhores, mais bonitos e de ajudarem na construção de um mundo melhor!
Esse pensamento fica mais fácil quando entendemos no que ele realmente acredita de que o design não tem que criar produtos, mas sensações!
Isso explica todas as pesquisas e o trabalho de Jum Nakao, que tem se voltando muito mais para a arte e para o ensino do que a moda simplesmente. Pq moda não é só roupa né pessoal!
Excelente o pensamento dele e espero que mais designers saiam desta “escola” de pensamento!

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Renner e suas estratégias



Antes tarde do que nunca!
Estou há horas para falar da Renner e nunca consigo!
Mas o que eu queria falar é que a Renner é uma das marcas que mais etsá me impressionando em termos de estratégias de marketing ligadas a moda.
Na luta para se reposicionar de grande magazine popular para rede de fast fashion brasileira a Renner tem investido alto em ações interessantes e muito ligadas a um público que entende de moda mesmo.
Tentando fugir da estratégia usada pela C&A no Brasil e por várias redes internacionais que utilizam estilistas famosos para desenhas suas coleções, a Renner escolheu ir por outro caminho e no meu ponto de vista está fazendo super bem!
Para o lançamento do preview de verão, a Renner chamou 5 stylist para montar looks atuais e com informação de moda usando apenas produtos da marca.
Este evento de lançamento convidou apenas blogueiros para conhecer de perto a coleção!
Uma repercussão super boa na mídia e, claro, nos blogs de moda sobre as coleções da Renner mostraram que a ação trouxe o resultado esperado! Além de notinhas do evento, editoriais on line e impressos apareceram dando destaque para as peças da marca! Uma ótima ação de RP chamando atenção da mídia especializada!
A última ação da marca foi o envolvimento e patrocínio do Pense Moda, Um dos eventos mais bacanas de moda do Brasil, teve o apoio da Renner que inclusive transmitiu o evento inteiro ao vivo no site da marca. Também mais um exemplo de ação de marketing cultural com um ótimo retorno em imagem de marca!
Sem falar na revista, nos videos de tendências, no site, nas lojas e em todas as ações internas que a marca tem feito. Eu torço para que mais ações inteligente e interessantes como essas sejam realizadas não só pela Renner, mas por marcas brasileiras em geral, ao invés de continuar focando toda suas verbas em anúncios sem graça e batidos!
Parabéns Renner!

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Design Thinking

No ótimo livro de Francisco Morace: Consumo Autoral, o autor fala do Design Thinking.
Na introdução do livro ele comenta: “O mundo das mercadorias e dos produtos deverá cada vez mais se confrontar com um novo protagonista do mercado: o consumidor autor”.
Se antes o mercado se preocupava em construir um produto que chamasse a atenção do consumidor, hoje ele deve chamar a atenção do consumidor para construir um produto.
E como o mercado da moda é sempre muito mais antenado e rápido que os outros, muitas marcas já têm trabalhado o consumidor como autor de suas criações.
A Fendi é só mais um exemplo de marca que resolveu deixar na mão do consumidor a criação da linha limitada chamada Baguette Mezo Punto.
A felizarda que adiquir o produto, leva pra casa um kit para construir a sua própria bolsa.
E esse trabalho vai além da customização, é o que o autor do livro chama de bens de criatividade, que estimula o consumidor a participar e a vivenciar a experiência da criação de um produto usando a sua própria criatividade, envolvendo assim o consumidor através de valores muito mais duradouros do que o consumo em si.

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FlashMob

Eu nem vou mais dar desculpas aqui no Blog. É sempre uma correria e nunca tenho tempo para postar e também desisto de prometer que vou tentar postar sempre, pq também nunca consigo!
Mas isso eu queria postar há semanas e não consegui e não podia deixar de falar aqui!
É sobre uma ação da loja Iaiá em Porto Alegre!
A loja divulgou uma ação inovadora que ela fez durante o Donna Fashion Iguatemi, em vários blogs e sites de moda os posts resumiam a ação da loja: “Em um flashmob de estilo, lindas mulheres desfilaram pelo evento com as novidades da grife gaúcha para o verão 2010 e assistiram, na primeira fila, ao desfile da Spirito Santo.”
Vou explicar para quem não entendeu, a loja contratou algumas modelos, vestiu com roupas da marca e as meninas desfilaram pelo evento com sacolas da loja e assistiram ao desfile de outra marca na primeira fila.
Bacana, mas o que isso tem em comum com flashmob????
Bom, dona Iaiá.. vou apelar ao Wikipedia para explicar melhor: “Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.”
Entenderam???
Isso é flahsmob:

Isso aqui também é um ótimo exemplo, o novo programa da Didi no Multishow o Mob Brasil que reúne pessoas para criar ações de Flahmob em vários locais diferentes:

Resumindo! Desculpa Iaiá, a intenção foi boa, mas a ação foi péssima! Não tem nada de flashmob nisso, são apenas modelos usando roupa da marca, mas não é um movimento social, não foi organizado através da internet, não foi espontâneo e com certeza não gerou o resultado que uma ação de flashmob poderia gerar, como virais e disseminação espontânea.
Valeu a iniciativa, mas da próxima vez poderiam dar uma pesquisada antes e usar mais criatividade! Afinal de contas a moda gaúcha precisa de estratégias mais criativas e eficazes!

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Brasil e a cultura da cópia!

Eu disse que as comparações eram quase inevitáveis!

Pois então, fiquei um pouco impressionada de ver a falta de criatividade… ainda mais se pensarmos no público-alvo destas marcas que são pessoas bem informadas, super ligadas a moda, viajadas e tal.. ou seja, possivelmente o público vai encarar como cópia mesmo.

Bom, mas indo direto ao assunto… o fato é que quando cheguei no Brasil me surpreendi com as vitrines da Le Lis Blanc que pra mim é uma bela de uma cópia da Chanel e a Animale que nem se preocupou em mudar alguma coisa e apenas recriou a vitrine da All Saints.

Gosto muito dessas duas marcas, acho o trabalho de vitrine delas fantástico e também acho que no Brasil tem profissionais capacitados e criativos o suficiente e acho inadmissível essa cópia na cara dura!

Fico muito triste com isso… quando que o Brasil vai se dar conta de que a cultura da cópia não é legal e ninguém se sustenta assim??

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Notting Hill





Este post é de Notting Hill… tive que ir duas vezes para gostar do lugar!
É que todo sábado tem uma feirinha… feirinha, isso foi o que me disseram!
Fiquei umas 3h no mínimo caminhando até achar o final da feira, o lugar é imenso, a quantidade de pessoas é absurda, tive que partir para a ignorância cada vez que queria parar para ver alguma coisa!
Sai de lá irritada e acabada!
Mas na segunda vez resolvi ir mais relax, fui mais tarde e depois de almoçar, e achei o lugar incrível!
Com direito a barraca de calcinhas, roupas de paetê, Lojas incríveis (como a Pepe Jeans com uma coleção linda do Andy Warhol), tudo isso misturado com muita comida turca, mediterrânea, barraca de frutas, açougue, pubs e tudo o mais!
Vale como inspiração….

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