
O mercado da moda anda em uma revolução sem tamanhos.
Aliás, o mundo anda em revolução… uma nova era, novas tecnologias, novos estilos de vida, novos consumidores, tudo isso exige uma reformulação nos padrões existentes e, claro, a moda também entra neste processo.
Desfiles de moda e campanhas publicitárias não são suficientes mais para garantir vendas para as marcas de moda.
Estilistas estão tendo que se reiventar e o modelo de criação comercial começa a perdendo o sentido.
Enfim, a moda está com seus radares ligados em busca de novas alternativas, de inovações e de novos formatos de negócios.
E as mudanças já começaram a pipocar e prometem mesmo mudar os rumos do mercado.
Iniciativas muito interessantes, criativas e que solucionam problemas de mercado estão surgindo todos os dias.
Há alguns dias foi divulgado o lançamento de uma rede social voltada para moda, que mais do que linkar pessoas, promete um novo formato de negócio de moda, que apesar de parecer um pouco complicado é muito interessante e promissor.
O Fashion Stake será uma rede de contatos, lançada por dois estudantes de administração de Harvard em que, resumidamente, estilistas divulguam seus trabalhos e recebem investimentos dos próprios consumidores para criarem suas coleções e estes consumidores/investidores recebem sua “cota de patrocínio” revertida em vale compras no site. Incrivel, não?!
Mas esta ideia já vem de algum tempo como o projeto Catwalk Genius, criado por uma empresa privada com sede na Irlanda ainda em 2007. A lógica é parecida, porém os designers precisam conseguir investimentos de cerca de 5.000 colaboradores, que só podem contribuir com 11 dólares cada. É a chamada estratégia de crowdfunding (que tradução literal seria um financiamento pelas multidões) e o mais bacana é que após o designer conseguir o investimento de 55 mil libras (11 libras de 5 mil pessoas) ele tem 6 meses para desenvolver uma coleção de 4 a 7 peças e os lucros referentes a venda da coleção é dividido entre o designer e os consumidores/investidores.
A ideia também parece um pouco complicada e difícil de ser implementada nos trópicos, mas é um projeto bastante inovador e que traz um novo formato de negócios que linka consumidor e estilista em um processo de colaboração mútua.
Outra ideia excelente que não é ligada exclusivamente a moda, mas poderia ser (#ficaadica) e que já foi traduzida em uma versão brasileira é o modelo de tryvertising que nada mais é que um Clube de Amostra Grátis. As empresas interessadas em testar seus produtos antes de colocar no mercado, distribuem para esta loja, que forma uma espécie de clube. Os associados recebem produtos dos mais diversos estilos, de eletrônicos a roupas, completamente de graça e possibilita as empresas produtoras ter um feedback dos seus produtos antes mesmo de comercializá-los. Uma ideia ótima, que já existe na China, Japão, Espanha e EUA.
A Revista Vogue Inglesa em parceria com o Conselho de Moda Britânico também tem feito um trabalho bem bacana incentivando novos talentos com o projeto Vogue Fashion Fund que premia em dinheiro e serviços de consultoria estratégica os novos estilistas que participam do prêmio enviando seus trabalhos e planos de negócios e são selecionados através da análise do trabalho mais promissor e bem estruturado, o ganhador da primeira edição do prêmio foi o estilista inglês Erdem Moralioglu.
Enfim, ideias, projetos e inciativas criativas e inovadoras estão transformando o mercado e os modelos de negócios vigentes na moda até agora.
É um momento de transição, de novas ideias, de frescos, de ousadia…
Viva a esta nova era da moda!


















