Cantão




O Cantão é uma marca de roupas femininas que reflete a imagem da moda carioca desde os anos 80.
Com a experiência de algumas décadas de ações inovadoras e foco no relacionamento com o cliente, a marca é o case da vez na série de posts “Fashion Cases” que traz entrevista exclusiva com Rick Yates, responsável pelo marketing da marca.
A marca Cantão sempre esteve relacionada a ações culturais como a campanha “Eu Amo Ler”, que além de ser tema de uma coleção teve ação de incentivo a leitura com stands espalhados por praias do RJ recolhendo doações de livros que foram encaminhadas para bibliotecas públicas. E a ação “Eu Amo Pedalar”, uma campanha pelo uso da bicicleta que teve ações de customização das bikes em stands localizados em praias cariocas.
Outra ação interessante foi o “Palco Cantão”, para divulgar o lançamento de uma coleção a marca patrocinou uma festa com vários convidados musicais, que refletiam em seus looks e trabalhos a imagem da marca.
Todas estas ações focadas no Marketing Cultural são incríveis e trazem um retorno positivo para a marca, segundo Rick, estas ações reforçam o posicionamento do Cantão como uma marca sempre envolvida em ações culturais e a consumidora percebe isto como parte da imagem da marca.
Rick explica que o “core business” do Cantão é a criação de produtos que gerem desejo e consumo, mas mais do que roupas e produtos o Cantão é uma marca de comportamento, que reflete um life style e que este “DNA da marca serve como uma “lente” para quaisquer outras formas de expressão… seja ela: música, literatura, fotografia, artes plásticas, etc.”
Sempre “puxando a brasa pro meu assado” perguntei para o Rick se apesar da marca trabalhar com as ações mais tradicionais como campanhas publicitárias e desfiles, se ações mais interativas e de relacionamento com o cliente como o programa de fidelidade “Meu Cantão” e as ações na internet tinham um resultado mais interessante para a marca. Ele me explicou que no caso do Cantão que tem mais de 700 pontos de venda pelo Brasil as ações on line apenas complementam as off line, como as campanhas, e que a internet ainda é muito nova e exige uma linguagem toda diferenciada, desde a forma como um texto é construído até a criação de ações promocionais focadas no ambiente on line. Mas ele acredita que a internet é um caminho sem volta e é interessantíssimo para o processo estratégico da marca, para 2010 o foco é expandir o Cantão no mundo virtual, já que em 2009 criaram a loja virtual da marca e que os próximos passos será um “gerenciamento estruturado de todas as redes sociais alinhado ao e-commerce e ao Meu Cantão”.
E por falar em “Meu Cantão”, o programa de relacionamento da marca é segundo Rick “a menina dos olhos do marketing do Cantão. A ligação afetiva da cliente com a marca é enorme e o programa de CRM é a melhor maneira de reconhecermos e valorizarmos essas clientes”
Com foco nas estratégias de Relações Públicas e na comunicação on line da marca, o Cantão promete um 2010 cheio de novidades, perguntei para Rick Yates o que poderíamos esperar para as próximas ações do Cantão e ele me contou que a marca pretende continuar com as ações de Marketing Cultural e pretendem criar novas edições de ações como o “Palco Cantão” e através de parcerias, fazer com que a ação seja itinerante.
Seguindo o DNA da marca, o Cantão pretende estender seu life style para uma linha home, além de estruturar ainda mais o projeto “Reciclagem Cantão”, que beneficia as lojas da marca com materiais reciclados, além de trabalhar o conceito de reciclagem também entre suas consumidoras. Rick disse também que entre as prioridades estão a criação de um plano de visual merchandising nacional e claro “focar no programa de relacionamento Meu Cantão, ou seja, nas nossas clientes”.
Mais uma vez uma marca com décadas de sucesso e uma única fórmula, foco no relacionamento com seus consumidores.
Parabéns Cantão pelas iniciativas, pelas ações culturais que refletem tão bem a imagem da marca e principalmente pelo foco nas ações de Relações Públicas, que expressa a preocupação da marca com seus consumidores. E obrigada Rick Yates pela atenção!

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FARM




A FARM é uma marca incrível né?!? Sempre tive curiosidade em saber o porque da FARM ser esse sucesso todo e como funciona o processo de comunicação e marketing da marca. Por isso, conversei com André Carvalhal, responsável pelo marketing da FARM, e ele me contou tudo!
O que sempre me encantou na marca não foi apenas as roupas, mas o ambiente que cada loja da FARM tem. Quando você entra naquelas lojas sempre grandes e espaçosas, é possível visualizar rapidamente tudo e aos poucos você vai sabendo onde se direcionar par ver cada peça, a abordagem do atendimento é educado e não pressiona a consumidora e as meninas responsáveis pela venda são incríveis, a cara da marca, com roupas sempre lindas e combinações impecáveis que dá vontade de comprar tudo na loja pra se vestir igual a elas. A música, o cheiro, o atendimento, o universo FARM que cada loja cria é uma das coisas que mais me chama atenção na marca.
Então perguntei para o André o que a marca fazia depois que essa cliente entrava na loja, passava por toda essa experiência de compra e já saia de lá apaixonada, ou seja, como funciona o processo de relacionamento da marca com essa cliente. E o André me explicou que a FARM se posiciona como uma marca de moda dentro da categoria “estilo de vida”, ou seja, a consumidora FARM não compra apenas as roupas, mas compra esse universo Rio de Janeiro, praia, sol, diversão, conforto e toda essa atmosfera que a marca passa a sua consumidoras. Esse life style é pensado em cada detalhe, tantos nos produtos como nas lojas, no site, na trilha e em toda a comunicação da marca. Depois desse processo de identificação da consumidora com a FARM, a marca trabalha para criar um relacionamento com essa cliente através de vários canais como o programa de relacionamento “Eu quero FARM”, o blog e as redes sociais.
Por falar em blog e redes sociais, o blog da FARM é ótimo e também consegue passar esse universo da marca através de seu conteúdo, layout, músicas e tudo mais. O André me disse que o objetivo do blog é se relacionar com a consumidora e passar um pouco desde universo da marca também na internet, e funciona, com mais de 15mil visitas por dia e uma equipe de peso criando conteúdo como fotógrafos, redatores, produtores de moda e etc. Além disso, a FARM trabalha forte em redes sociais como o Twitter, que tem uma presença forte da marca diariamente.
Quando perguntei para o André a que ele considerava este sucesso da marca que não para de abrir lojas pelo Brasil e que tem conquistado mais do que consumidoras, mas fãs de verdade, ele disse que acreditava que esse processo era graças ao “trabalho de branding da marca e toda essa preocupação em envolver a consumidora em um universo aspiracional”.
A comunicação da FARM não é focada nos meios tradicionais que a maioria das marcas de moda trabalha, ou seja, não faz campanhas de publicidade e não desfila em semanas de moda. O que prova que isso não é nenhuma fórmula de sucesso, já que a FARM está bem melhor no mercado que muitas marcas que investem milhões em desfiles e campanhas e nada em relacionamento com o cliente. Perguntei para o André se a FARM não acredita nos meios tradicionais e preferia investir em uma comunicação mais interativa, ele confirmou, disse que a FARM foca a sua comunicação em 3 áreas: produto, relacionamento e ponto de venda.
E depois de confirmar minha teoria de que o relacionamento é a chave para o futuro de qualquer marca de moda e de que a FARM é um case em função disso, perguntei quais seriam os próximos passos na comunicação da marca, André respondeu: “Vamos continuar seguindo esta mesma linha, com o mesmo foco e trazer cada vez mais novidade em relacionamento e ponto de venda. Em breve vamos lançar o primeiro aplicativo de moda brasileira pra i-phone, onde vai ser possível acessar o lookbook, a radio do site, o conteúdo do blog…. mais uma forma de estar perto da cliente”.
Agora é só esperar para ver as novidades…
Parabéns FARM pelo sucesso e por ser um case de uma marca que se preocupa mais do que ser vista, mas fazer sentido para suas consumidoras e criar um relacionamento duradouro com seus clientes, pura estratégia de Relações Públicas de novo!

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Big Universo



A indústria de cosméticos é uma das mais promissoras do mercado, uma das únicas que conseguiu passar uma crise financeira mundial com crescimento.
Mas tem uma área em especial que cresce a cada dia, o setor de esmaltes. É impressionante o consumo de esmaltes pelo público feminino, que deixou de pensar nisso apenas no salão de beleza e tornou o esmalte um objeto de desejo.
Claro que isso se deve em grande parte as marcas de luxo que produzem esses artigos como uma forma do público poder adquirir um produto da marca sem desembolsar milhões por isso. Mas hoje, marcas nacionais ganham o mesmo apelo.
Mas o que mais me impressionou nos últimos tempos foi a quantidade de blogs sobre o assunto e seus acessos diários. Blogs de até 30 mil acessos/dia relatam através de fotos suas preferências e testes de cores e marcas diferentes de esmalte para um público de leitoras fiéis.
Sempre achei isso um pouco fútil e me irritava com a quantidade de blogs sem conteúdo que falavam apenas de esmalte e conseguiam um número sem fim de leitoras. Esses dias assistindo on line o encontro entre Biti Averbach , Dani Arrais, Liliane Ferrari e Renata Leão, no YouPix evento que aconteceu na Campus Party, fiquei chocada com as convidadas quando questionadas sobre o que a mulher estava produzindo de mais bacana na internet e elas comentaram sobre os blogs de dicas de esmalte.
Acho que tem conteúdo muito bom na internet que não consegue nem um décimo de acessos, mas depois de passar a irritação, comecei a pensar o lado estratégico do assunto e em como as marcas de esmalte lidam com isso e como se aproveitam dessa situação.
Lembrei logo da marca Big Universo, marca famosa na blogosfera. Fui investigar um pouco sobre a marca e descobri que a Big Universo pertence a empresa Orion Cosméticos que é uma empresa familiar, tradicional, do início dos anos 90, mas que conseguiu analisar rapidamente as novas tendências e dar o pulo do gato.
Foi assim que entrevistei a Clarissa Ezaki, a responsável pelo novo posicionamento da marca.
Clarissa se formou em farmácia e foi trabalhar na empresa em 2006 e notou que a empresa estava perdendo posicionamento de mercado e aos poucos as vendas estavam diminuindo. Até então a empresa não tinha nenhum canal de comunicação com o consumidor e não utilizava a internet, acharam que isso podia ser o grande problema e foram atrás da forma que muitas empresas fazem, buscaram ajuda de profissionais tradicionais e de pouca visão, contratando consultores e agência de publicidade que fizeram uma série de ações sem retorno e muito investimento.
Depois da experiência ruim, ninguém na empresa queria ouvir falar de comunicação, mas daí que caiu do céu um aviso de que a porta podia ser outra. Uma blogueira enviou um email para a empresa dizendo que gostava muito do esmalte Big Universo e que queria saber mais informações sobre a empresa, pois tinha uma seção do Blog Princesa na Torre chamada “esmalte da semana” e que sempre recomendava alguma marca e cor específica as leitoras e que gostaria de saber onde encontrar o produto e etc.
Muitas empresas iriam ignorar o email, passar para o sac ou mandar uma resposta automática.
Mas foi aí que a Clarissa entrou com a estratégia certa, respondeu o email com muita atenção, enviou amostras e catálogos dos produtos para a blogueira e manteve contato com a menina.
A partir daí outros blogs como o Mão Feita começaram a entrar em contato com a empresa e segundo a Clarissa: “Tudo mudou para a Orion Cosméticos com isso, pois descobrimos uma maneira de nos comunicarmos com o consumidor, sem ter que planejar grandes estratégias e ações de marketing mirabolantes… A partir de então conheci a “ blogesfera” e passei acessar esses e outros blogs desses assuntos (moda, beleza, cosméticos e, claro, esmaltes) diariamente.”
Após esta fase, a empresa contratou uma assessoria de imprensa e focou em lançar produtos novos no mercado, seguindo as tendências que esses blogs divulgavam e os produtos eram enviados primeiro para as blogueiras, como estratégia de Relações Públicas.
A Big Universo começou então a se antenar as tendências e foi a primeira marca brasileira a lançar o Mat Plus, que garante uma cobertura fosca aos esmaltes, e o Verde Jade, cópia de um esmalte muito famoso da Chanel. A partir destes lançamentos e da divulgação nos blogs, a empresa começou a ser notícias em sites como da Lilian Pacce, Julia Petit, Chic, Dia de Beauté e outros famosos do gênero.”Em muito pouco tempo muitos blogs falavam dos nossos lançamentos, e foi uma grande surpresa… Não tínhamos a menor noção que a internet era assim tão poderosa.” disse Clarissa.
O foco da empresa passou a ser o relacionamento com o consumidor e adivinha? O lançamento para o inverno 2010 foi todo inspirado nos blogs e nos comentários deixados pelas leitoras de cada blog.
Isso que é usar a internet como fonte de pesquisa e de relacionamento com o consumidor.
Clarissa disse que o desafio agora é conseguir distribuir o produto e introduzir a marca em redes de farmácias e perfumarias, processo que segundo ela é lento e leva muito mais tempo do que a internet.
Achei incrível a história da Big Universo, a forma como a marca de reposicionou e conseguiu reagir rapidamente as tendências.
E a fórmula do sucesso? Simples, ouvir e criar um relacionamento com seus consumidores, parece fácil né? Mas se fosse, a Big Universo não seria um case!
Parabéns Big Universo pelo sucesso merecido e Clarissa Ezaki pela atenção que você dá a todos as blogueiras e consumidoras em geral e que deu a este humilde blog, que não fala de esmaltes, mas sim de estratégias eficazes de marcas de esmalte tão bacanas como esta.

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E a moda gaúcha?!


Moda gaúcha é sempre um assunto que gera discussão!
Existe moda gaúcha? Existe mercado de moda no RS? Os consumidores gaúchos são mesmo muito tradicionalistas!? E outros vários questionamentos são levantados quando alguém toca no assunto.
Há quem diga que o mercado no Sul não funciona porque não existe consumidor informado e ousado, há quem diga que falta apoio para novos criadores ou ainda que é necessário fazer sucesso fora, no “centro” do Brasil (Rio/SP) ou fora do país para ser valorizado aqui dentro.
Mas eu tenho outra opinião… Acho que tudo isso é conversa de quem tem medo ou preguiça de “dar a cara a tapa” e fazer o que realmente acredita!
Em uma pesquisa recente que eu fiz sobre o mercado de moda gaúcho, a opinião que melhor resumiu a situação do mercado de moda gaúcho foi de um carioca, Carlos Denisieski. A opinião dele é a de que no Sul temos uma preocupação de ser autosuficientes, de produzir moda gaúcha para gaúchos e que isso é praticamente impossível em qualquer lugar do mundo. A globalização está aí e precisamos nos adaptar a esta realidade, precisamos criar moda para o mundo, independente de referências ou inspirações, a moda produzida aqui precisa ter qualidade o suficiente e ser verdadeira para que seja consumida por paulistas, cariocas, mineiros, ingleses, americanos e também… gaúchos.
Para mim o problema da moda gaúcha é a falta de profissionalização. E o exemplo de profissionalismo e sucesso é o caso da estilista Helen Rödel, sempre fui fã da Helen, mas não por suas criações em crochê… muito mais do que inovar no material utilizado ou na forma de produção, a Rödel sempre se preocupou desde o início com a estratégia da marca. Mesmo sem investimento, estratégias brilhantes sempre foram executadas por ela como forma de divulgar a marca para além dos horizontes dos pampas.
E agora que a marca tem aparecido nas mídias, alguns chamam de sorte… Duvido que a Helen estava tomando chimarrão no Redenção e alguém topou com ela perguntando se queria desfilar na Islândia ou produzir peças para o desfile da 2nd Floor no SPFW.
O reconhecimento dela vem de muito trabalho, muita estratégia de divulgação e muita criatividade na comunicação da marca.
E é isso que falta para outros tantos talentos gaúchos que preferem colocar a culpa no Donna Fashion, que nunca se propôs a ser uma semana de moda local, mas sim uma estratégia de marketing de um shopping muito bem elaborada para atrair consumidores e vendas para suas lojas. Ou ainda quem culpe o mercado, os consumidores, a vida, o mundo!
Chega pessoal… quem cria a produz moda de qualidade, quem faz o que ama e acredita e trabalha duro para que seu trabalho seja reconhecido por todos, não precisa reclamar do mercado gaúcho, porque com certeza terá seu lugar ao sol.
No post anterior, afirmei que umas das coisas mais bacanas dessa nova realidade da moda 2.0 é que qualquer um tem as mesmas ferramentas que uma marca como a Chanel para disseminar conceito, para expressar a imagem de suas marcas e criar um vínculo de comunicação e relacionamento com seus consumidores.
O resto tudo é “conversa pra boi dormir”!!!
Vamos nomear a Helen como embaixadora da moda gaúcha e utilizar o exemplo dela para essa onda de novos estilistas que estão saindo do forno no RS, para que a moda gaúcha seja realmente uma moda do mundo e não uma moda local e principalmente, que o profissionalismo seja exemplo e fórmula de sucesso… Pq contar com a sorte nem sempre dá certo!

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Renner e suas estratégias



Antes tarde do que nunca!
Estou há horas para falar da Renner e nunca consigo!
Mas o que eu queria falar é que a Renner é uma das marcas que mais etsá me impressionando em termos de estratégias de marketing ligadas a moda.
Na luta para se reposicionar de grande magazine popular para rede de fast fashion brasileira a Renner tem investido alto em ações interessantes e muito ligadas a um público que entende de moda mesmo.
Tentando fugir da estratégia usada pela C&A no Brasil e por várias redes internacionais que utilizam estilistas famosos para desenhas suas coleções, a Renner escolheu ir por outro caminho e no meu ponto de vista está fazendo super bem!
Para o lançamento do preview de verão, a Renner chamou 5 stylist para montar looks atuais e com informação de moda usando apenas produtos da marca.
Este evento de lançamento convidou apenas blogueiros para conhecer de perto a coleção!
Uma repercussão super boa na mídia e, claro, nos blogs de moda sobre as coleções da Renner mostraram que a ação trouxe o resultado esperado! Além de notinhas do evento, editoriais on line e impressos apareceram dando destaque para as peças da marca! Uma ótima ação de RP chamando atenção da mídia especializada!
A última ação da marca foi o envolvimento e patrocínio do Pense Moda, Um dos eventos mais bacanas de moda do Brasil, teve o apoio da Renner que inclusive transmitiu o evento inteiro ao vivo no site da marca. Também mais um exemplo de ação de marketing cultural com um ótimo retorno em imagem de marca!
Sem falar na revista, nos videos de tendências, no site, nas lojas e em todas as ações internas que a marca tem feito. Eu torço para que mais ações inteligente e interessantes como essas sejam realizadas não só pela Renner, mas por marcas brasileiras em geral, ao invés de continuar focando toda suas verbas em anúncios sem graça e batidos!
Parabéns Renner!

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FlashMob

Eu nem vou mais dar desculpas aqui no Blog. É sempre uma correria e nunca tenho tempo para postar e também desisto de prometer que vou tentar postar sempre, pq também nunca consigo!
Mas isso eu queria postar há semanas e não consegui e não podia deixar de falar aqui!
É sobre uma ação da loja Iaiá em Porto Alegre!
A loja divulgou uma ação inovadora que ela fez durante o Donna Fashion Iguatemi, em vários blogs e sites de moda os posts resumiam a ação da loja: “Em um flashmob de estilo, lindas mulheres desfilaram pelo evento com as novidades da grife gaúcha para o verão 2010 e assistiram, na primeira fila, ao desfile da Spirito Santo.”
Vou explicar para quem não entendeu, a loja contratou algumas modelos, vestiu com roupas da marca e as meninas desfilaram pelo evento com sacolas da loja e assistiram ao desfile de outra marca na primeira fila.
Bacana, mas o que isso tem em comum com flashmob????
Bom, dona Iaiá.. vou apelar ao Wikipedia para explicar melhor: “Flash Mobs são aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.”
Entenderam???
Isso é flahsmob:

Isso aqui também é um ótimo exemplo, o novo programa da Didi no Multishow o Mob Brasil que reúne pessoas para criar ações de Flahmob em vários locais diferentes:

Resumindo! Desculpa Iaiá, a intenção foi boa, mas a ação foi péssima! Não tem nada de flashmob nisso, são apenas modelos usando roupa da marca, mas não é um movimento social, não foi organizado através da internet, não foi espontâneo e com certeza não gerou o resultado que uma ação de flashmob poderia gerar, como virais e disseminação espontânea.
Valeu a iniciativa, mas da próxima vez poderiam dar uma pesquisada antes e usar mais criatividade! Afinal de contas a moda gaúcha precisa de estratégias mais criativas e eficazes!

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PANO PRA MANGA

Sinto falta de uma maior profissionalização do mercado de moda gaúcho, e há tempos converso sobre isso com clientes, amigos e profissionais do ramo.

Por isso, eu e a Raquel Medeiros resolvemos fazer alguma coisa pela vida e criamos o Pano Pra Manga.
O evento mensal, que ocorrerá toda a primeira terça-feira do mês, será um encontro reunindo profissionais do mercado de moda gaúcho, estudantes e pessoas que se interessem pelo assunto para troca de experiência, e para conversarmos sobre os novos rumos para o mercado de moda no Sul, novas estratégias, soluções para este momento complicado no comércio e tudo o mais!
A primeira edição do evento será no dia 02 de junho, às 19h no Press Café da Hilário Ribeiro, 281 (quase esquina com Padre Chagas).
O tema a ser abordado será: Mercado da Moda – os caminhos diante da crise.
O encontro terá vagas limitadas, por isso, os interessados devem se inscrever aqui. Mais informações: juliana@lagunaconsultoria.com
Ah, no dia do evento os participantes devem levar produtos de higiene ou beleza que serão doados à ONG Spaan que cuida de idosos.
Corre e te inscreve, vamos dar um up no mercado de moda gaúcho!!!
E em breve vamos divulgar quem serão nossos convidados especiais!
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Tendência 2010







A moda pensada como arte mesmo utiliza as suas ferramentas para comunicar a realidade de seu tempo e expressar o movimento e os sentimentos atuais.
Em tempos de crise financeira, aquecimento global, e total incerteza sore o futuro… Nada melhor do que a moda para nos tirar uma pouco da realidade, dar asas a nossa imaginação e trazer um pouco de otimismo para todo mundo!

Uma tendência que acredito que entre muito forte para 2010 é essa idéia da fantasia, do lúdico, de usar cores e formas para nos fazer viajar em um mundo imaginário e trazer mais esperança, alegria e força para construir um futuro melhor!

Dois estilistas trabalham isso muito bem:

A ephola Aghata Ruiz de La Prada, que tem um trabalho incrível! O Blog Trendencias fez um post super bacana sobre a trajetória dela e achei ótima a frase que resume o seu trabalho:“para triunfar hay que dejar de ser “normales”. En un mundo en el que el ganador se lo lleva todo, normal es igual a nada”.

A estilista que desfila suas criações nas semas de moda de Madrid, NY e Milão já ganhou um prêmio de embaixadora da moda por sua criatividade e trabalho extraordinário!

O segundo estilista que entra bem nesta tendência é o excentrico Jean Charles de Castelbajac! Usando como inspiração para suas criações Lego, Barack Obama e até os Muppet Babies, Jean faz uma moda super divertida, atual e colorida…

Fantasia, Imaginação, Lúdico, Divertido e Colorido serão as palavras-chave para 2010!

Inspirem-se….

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Nova vida ao Donna!

Estou percebendo isso há horas, mas este domingo foi confirmado!

Se teve uma coisa que a Zero Hora fez certo foi contratar a Mariana Kalil para editoria do Caderno Donna.
O maior veículo de mídia do RS com uma caderno “especializado” em moda, nunca chamou a atenção de qualquer pessoa que tenha um interesse no assunto. Editoriais fracos, pouco conteúdo, diquinhas antigas e entrevistas com profissionais batidos do RS… Há alguns meses, a coluna da Mariana Kalil no Donna me chamou a atenção, conteúdo super atualizado, tendências e novidades interessantes para quem gosta do assunto, sem ser regionalista e chato! Pq alguém que mora no RS vai querer saber notícias só daqui?!? Ainda mais se falando em moda, onde a quantidade de informação relevante não alimenta um caderno semanal! Passei a abrir todos os domingos direto na página da Kalil que trazia novidades, lançamentos e conteúdo quentíssimo!
Mas este domingo, consegui ler todo o caderno. Depois de passar para a editoria do Donna, Mariana deu uma reformulada no conteúdo, trazendo informações e matéria super interessantes, destaques internacionais, pautas do momento que estão fervendo na internet e conseguindo traduzir numa mídia impressa e semanal, sem perder o tempo hábil da notícia!
Realmente fiquei impressionada com a mudança! Parabéns Zero Hora por abrir os olhos p/ o mundo, para a velocidade da informação e ver que fazer matérias com estilistas gaúchos como Rui Spohr e Solaine Picolli todos os meses não são de interesse dos leitores antenados e totalmente conectados nas notícias em tempo real!
Não que eu não admire estes criadores, se maneira nenhuma, são graças a eles que a moda no RS existe! Mas precisamos evoluir um pouco, ouvir também as novas gerações e principalmente deixar de ser tão baihistas e para de falar só no RS e ver o que está acontecendo no mundo!
Sou super fã do trabalho da Mariana Kalil e com certeza vou passar a ficar esperando o próximo Donna para ver as novidades!
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Fashion Business

Lendo agora o post de Natália Dornellas para o Blog da Revista L’officiel Brasil, realmente comecei a ver tudo por outro ângulo.

Há dias tenho refletido e conversado com alguns amigos e clientes sobre a situação do mercado de moda brasileiro. Aqui no RS, vejo uma crise total no nosso ainda pequeno mercado de moda, as marcas e lojas só reclamam do péssimo momento e de pouco faturamento, estilistas gaúchos que se destacaram por criatividade e pela inovação somem do mercado, e não vejo um futuro muito promissor para o RS, grandes marcas vêm ao Estado e saem antes de virar notícia (vide Studio TMLS). Enfim, quando paramos para pensar na nossa realidade, tentamos achar um motivo, crise financeira?? Cultura de um Estado muito tradicionalistas?? E logo começamos pensar em termos nacionais e internacionais. Grandes estilistas que se destacaram no mercado de moda do Brasil e no exterior vendem suas marcas para grandes grupos e deixam “suas crias” por um punhado de dinheiro (um belo punhado, claro!), semanas de moda são “vendidas”. 
E o que eu pensava até agora era… até quando vai durar o mercado de moda brasileiro, parece que estamos vendo tudo que foi construído até agora, se desestruturar.
Mas se antes eu via tudo com uma visão pessimista, depois deste post realmente consegui ver o lado bom da história! Isso é bussiness…. isso é mercado, é brincadeira de gente grande! Se as semanas de moda, assim como renomados estilistas estão sendo vendidos a grandes grupos financeiros, é pq eles estão vendo nisso uma grande possibilidade de lucro.
Agora consigo pensar que temos que parar de chorar e achar que ta tudo perdido e passar a entender também este mercado da moda como um mercado mesmo, que precisa dar lucro para sobreviver. E o segredo está em descobrir a fórmula para esta lucratividade.
E esta fórmula todo mundo já sabe, só precisa começar a colocar realmente em prática. 
Produto bom já não basta, é preciso satisfazer o consumidor, cada vez mais exigente. 
Investir para lucrar, esse é o segredo. O que podemos fazer para conquistar um consumidor, o que podemos “dar” para ele, para ganhar em troca a sua atenção. É isso que muita gente não quer, abrir mão de alguma coisa, investir em ações eficientes para garantir a fidelização do seu consumidor ou para chamar a atenção de novos consumidores. Mas isso já é outra história!
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