Lendo agora o post de Natália Dornellas para o Blog da Revista L’officiel Brasil, realmente comecei a ver tudo por outro ângulo.
Há dias tenho refletido e conversado com alguns amigos e clientes sobre a situação do mercado de moda brasileiro. Aqui no RS, vejo uma crise total no nosso ainda pequeno mercado de moda, as marcas e lojas só reclamam do péssimo momento e de pouco faturamento, estilistas gaúchos que se destacaram por criatividade e pela inovação somem do mercado, e não vejo um futuro muito promissor para o RS, grandes marcas vêm ao Estado e saem antes de virar notícia (vide Studio TMLS). Enfim, quando paramos para pensar na nossa realidade, tentamos achar um motivo, crise financeira?? Cultura de um Estado muito tradicionalistas?? E logo começamos pensar em termos nacionais e internacionais. Grandes estilistas que se destacaram no mercado de moda do Brasil e no exterior vendem suas marcas para grandes grupos e deixam “suas crias” por um punhado de dinheiro (um belo punhado, claro!), semanas de moda são “vendidas”.
E o que eu pensava até agora era… até quando vai durar o mercado de moda brasileiro, parece que estamos vendo tudo que foi construído até agora, se desestruturar.
Mas se antes eu via tudo com uma visão pessimista, depois deste post realmente consegui ver o lado bom da história! Isso é bussiness…. isso é mercado, é brincadeira de gente grande! Se as semanas de moda, assim como renomados estilistas estão sendo vendidos a grandes grupos financeiros, é pq eles estão vendo nisso uma grande possibilidade de lucro.
Agora consigo pensar que temos que parar de chorar e achar que ta tudo perdido e passar a entender também este mercado da moda como um mercado mesmo, que precisa dar lucro para sobreviver. E o segredo está em descobrir a fórmula para esta lucratividade.
E esta fórmula todo mundo já sabe, só precisa começar a colocar realmente em prática.
Produto bom já não basta, é preciso satisfazer o consumidor, cada vez mais exigente.
Investir para lucrar, esse é o segredo. O que podemos fazer para conquistar um consumidor, o que podemos “dar” para ele, para ganhar em troca a sua atenção. É isso que muita gente não quer, abrir mão de alguma coisa, investir em ações eficientes para garantir a fidelização do seu consumidor ou para chamar a atenção de novos consumidores. Mas isso já é outra história!


