Moda, Mercado e Educação

No dia da palestra do Moda Insights, fiquei um pouco impressionada com os relatos de alguns alunos sobre o curso de Moda. E isso virou até conversa em uma roda com Helen Rödel, o pessoal da Vulgo e o pessoal do Diretório Acadêmico de Moda da Feevale.
Estávamos conversando de como os currículos dos cursos de moda andam pobres de conteúdo mesmo, que assuntos super comuns no dia-a-dia do mercado de moda como crítica de moda, comportamento do consumidor, gestão de marca ou até mesmo a dificuldade que todo profissional enfrenta no lado comercial da marca ou de produção, com fornecedores e tudo mais é super pouco explorado na faculdade.
E fiquei super surpresa com o feedback de alguns alunos que estão a faculdade com o intuito de entrar futuramente no mercado de moda, mas não sabem absolutamente nada de gestão de marcas, de administração, marketing e business mesmo.
Isso não é uma crítica a Feevale, muito menos seus alunos, mas sim ao lado acadêmico da moda mesmo que parece estar despreparando os alunos ao invés de prepará-los.
Mas depois dessas conversas, de emails de alunos e tudo o mais… vi esta semana um post no Blog Business of Fashion (que eu adoro!) sobre o mesmo problema nas faculdades de moda de Londres. A crítica deles era de que lá a moda é super estimulada como arte e seu lado criativo é super valorizado, mas que não prepara os alunos para o mercado de moda, que é super complexo e exige muito conhecimento e preparo!
O post inclusive defendia o estímulo a criatividade que as instituições de ensino britânicas costumam dar, mas faz uma crítica justamente a como os alunos vão enfrentar o mercado e expor suas criações se saem sem preparo algum para um mercado super concorrido!
E o Blog salientou:
” that’s because, at many institutions the world over, fashion design is taught as a creative process only, and not an enterprise”.
” Designers must still respect and understand that fashion is a business, not an art, and this requires an awareness of how the industry works operationally, not just creatively.
E se repararmos quantidade de cursos de extensão e coisas do gênero que tem surgido ultimamente, observamos que falta mesmo informação, conteúdo e gente competente para ensinar e preparar os alunos de moda nas graduações e, por isso, acabam procurando outras fontes de informação, como estes cursos.
E na minha opinião a saída é muito simples, colocar profissionais do mercado para dentro da academia!
A troca de experiências dos alunos com profissionais qualificados, além de motivá-los, pode apresentar os problemas enfrentados no mercado, e de fato ensinar e preparar os alunos para a realidade de business mesmo.
Eu nunca entendi essa separação entre a academia e o mercado, não consigo entender porque os alunos irão respeitar e aprender mais com teóricos, que muitas vezes, nunca experimentaram na prática suas teorias.
As faculdade não estão preparadas para esta nova geração de alunos, que chegam na sala de aula com mais conteúdo do que os professores. Essa hierarquia precisa ser quebrada, essa separação de educação e mercado também precisa acabar!
Não estou aqui defendendo a morte do pensamento teórico, jamais! Sou uma das pessoas que mais defende a busca da moda inteligente e para isso o pensamento, a reflexão e a teoria são o caminho…
Mas defendo o link do pensamento com a prática, da teoria com o mercado, da utopia com a realidade!
E para construir um mercado de moda mais estruturado, para fomentar o pensamento de moda e a busca pela moda inteligente, para o futuro da moda faça algum sentido… é necessário começar pela raiz, pela educação, pela formação dos futuros profissionais deste mercado.
Por isso, acredito que as faculdades de moda deveriam preparar melhor seus alunos e que essa busca é mais simples do que imaginam! Esse link da academia com o mercado precisa ser feita logo e só assim teremos alunos mais preparados e futuramente profissionais mais qualificados em um mercado que não para de crescer!

#Ficaadica

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Diferencial Competitivo na Moda

Fui convidada para palestrar no evento Moda Insights sobre o tema “diferencial competitivo gaúcho”. Adorei o convite, topei na hora e já comecei a pensar o que falaria em um evento organizado por uma das mais importantes faculdades de moda do RS.
E resolvi que ia falar sobre tudo, menos de moda! Acho que o grande problema da moda é achar que ela pode se alimentar dela mesma e isso é um erro fatal! Entender de moda, criar uma marca, pesquisar tendência e ser expert em design não é mais o caminho do sucesso, isso é o mínimo quando alguém pretende iniciar no mercado de moda.
Por isso, quando pensei o que falaria em um evento voltado para os estudantes de moda, tive a certeza que de moda não seria!
Então ontem foi o grande dia! Com uma platéia lotada, comecei a palestra falando sobre conceitos de administração e marketing que talvez muita gente ali nunca havia visto. Achei melhor começar a falar sobre diferencial competitivo com uma explicação sobre o que afinal de contas é diferencial no meio business.
Com um pouco de paciência da platéia, expliquei alguns conceitos básicos e tentei salientar que todo mundo ali, que pretende criar uma marca, precisa antes de tudo entender qual será a identidade desta marca, a sua essência, entender muito bem quem será seu consumidor e a partir daí trabalhar estratégicamente ações que busquem o tal diferencial competitivo frente aos seus consumidores (e não a sua concorrência).
Levei alguns cases de uma marca mundial, nacional e regional para ilustrar o que eu estava defendendo na palestra e então introduzi o assunto para a entrada dos convidados. Sim, pois eu só conseguiria provar minhas ideias exemplificando com cases que deram certo e que são do mercado de moda gaúcho.
Helen Rödel, da Rödel LA e os meninos Antônio Torriani e Felipe Pedri, da Vulgo provaram que realmente para se destacar no mercado de moda é necessário mais do que um bom produto, mas boas estratégias.
As palestras das duas marcas foram incríveis e tentaram motivar a platéia interessada de que com esforço e criatividade é possível se destacar no mercado de moda gaúcho, brasileiro e internacional.
Bom, gostei muito do resultado da palestra, achei incrível o retorno do pessoal que depois vieram nos procurar para fazer perguntas, trocar ideias e experiências… adoro isso!
Alguns blogs queridos estiveram presentes no evento e ilustraram as palestras de uma forma mais incrível do que elas foram… Por isso, para quem não esteve presente, indico a leitura dos links com uma opinião super interessante sobre o assunto!

Blogs
Trapo
Trends Trends
Hoje Só Amanhã
Its a Fashion Insights
No Varal da Moda
O pessoal do Diretório Acadêmico da Moda da Feevale, também fez um post super bacana e alguns vídeos com entrevistas com perguntas bem relevantes, vale o clic!

Vídeos DA:

Essa foi a apresentação para quem se interessar:

Adorei a experiência, super agradeço o convite do pessoal da Feevale e, claro, dos meninos da Vulgo e da Helen por encarar essa comigo e ter feito bonito no evento!
E para quem quiser fazer alguma pergunta para eles, ( e que não conseguiram no evento) para dúvidas, trocar ideias ou opiniões, me coloco a disposição pelo email: ju@julianalaguna.com . Podem enviar que eu juro que respondo!

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Quando a moda agrega valor

A moda como mercado ainda enfrenta algumas dificuldades para se destacar e atrair a atenção dos consumidores, talvez por não saber realmente de todo seu potencial.
Mas se a moda ainda enfrenta problemas, outros mercados tem se “aproveitado” dela para agregar valor aos seus produtos.
Porque moda é muito mais do que roupas, desfiles, badalação ou celebridades. Moda é comunicação, expressão, sentimentos, atitudes, valores…
E se a moda ainda não se deu conta, tem muitos outros mercados que estão sabendo explorar muito bem!
De chicletes a papel higiênico, de refrigerante a biscoito, de carro a talco para os pés…
A moda tem agregado valor e ajudado no posicionamento de muitas marcas, que com uma simples estratégia de co-branding conseguem transformar seus produtos de commodities a objetos de desejo e atrair a atenção de consumidores com alto poder cultural e, claro, econômico!

Coleção Chiclets por Ronaldo Fraga foi a última novidade que atraiu a atenção para uma marca de goma de mascar que há alguns anos passa despercebida pelas prateleiras das padarias e supermercados.

A Farm também firmou parcerias com empresas de outros ramos, estampando de caixas de brigadeiro (da loja Brigaderia) a protetor de step de carro, transferindo a sua imagem e seu posicionamento para produtos até então sem grandes significados.

A Granado, uma marca de produtos entre sabonetes, perfumes e talco para os pés, fundada em 1870 inicialmente como uma farmácia da manipulação do Rio de Janeiro, fez sucesso depois de lançar uma parceria com a estilista Isabela Capeto e criar um perfume com a embalagem da famosa bonequinha! Depois disso começou a inovar nas embalagens, fazer parcerias com blogueiras de moda e beleza e hoje estampa páginas de revistas de moda!

Os biscoitos salgados da Club Social ganharam até camisetas, em uma parceria com a marca Cavalera, com estampas super bacanas e que eram comercializadas nas lojas da marca.

A Coca Cola não pensou duas vezes ao resolver lançar seu novo produto, a Coca Cola Light Plus, em uma semana de moda nacional e passou a ser bebida obrigatória entre as fashionistas de plantão… ou vocês acham que as pessoas resolveram tomar porque o refrigerante agora tem vitaminas?!?

O papel higiênico Neve pode ser um dos exemplos mais interessantes de agregar valor… quem não correu para o supermercado atrás de uma lata assinada por Isabela Capeto, Ronaldo Fraga ou a marca Neon e pagou quase R$20,00 por alguns rolos de papel higiênico?!?
O que antes era um produto comum, que não importava a marca, passou a ser objeto desejo, tratado quase como um objeto de arte e de colecionador.
Sim, minha gente, a moda possibilita novos significados!
E enquanto a moda brasileira ainda luta para encontrar uma forma de se posicionar no mercado internacional, por exemplo. Enquanto busca novas formas de agregar valor aos seus produtos e, principalmente, de fazer sentido para o consumidor…. o mercado de alimentos, bebidas, cosméticos, higiene, automóveis e outros tantos que a gente nem imagina, continuam fazendo sucesso, se destacando e conquistando novos mercados, graças ao poder da MODA!
#ficadica para o mercado de moda, talvez seja a hora de olhar para outros horizontes. Um mercado não pode se alimentar dele mesmo, é necessário buscar referências e inspirações em outras áreas, exemplos de outros mercados, para que seja possível encontrar uma nova forma de agregar valor na moda!

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A moda em novos formatos



O mercado da moda anda em uma revolução sem tamanhos.
Aliás, o mundo anda em revolução… uma nova era, novas tecnologias, novos estilos de vida, novos consumidores, tudo isso exige uma reformulação nos padrões existentes e, claro, a moda também entra neste processo.
Desfiles de moda e campanhas publicitárias não são suficientes mais para garantir vendas para as marcas de moda.
Estilistas estão tendo que se reiventar e o modelo de criação comercial começa a perdendo o sentido.
Enfim, a moda está com seus radares ligados em busca de novas alternativas, de inovações e de novos formatos de negócios.
E as mudanças já começaram a pipocar e prometem mesmo mudar os rumos do mercado.
Iniciativas muito interessantes, criativas e que solucionam problemas de mercado estão surgindo todos os dias.
Há alguns dias foi divulgado o lançamento de uma rede social voltada para moda, que mais do que linkar pessoas, promete um novo formato de negócio de moda, que apesar de parecer um pouco complicado é muito interessante e promissor.
O Fashion Stake será uma rede de contatos, lançada por dois estudantes de administração de Harvard em que, resumidamente, estilistas divulguam seus trabalhos e recebem investimentos dos próprios consumidores para criarem suas coleções e estes consumidores/investidores recebem sua “cota de patrocínio” revertida em vale compras no site. Incrivel, não?!
Mas esta ideia já vem de algum tempo como o projeto Catwalk Genius, criado por uma empresa privada com sede na Irlanda ainda em 2007. A lógica é parecida, porém os designers precisam conseguir investimentos de cerca de 5.000 colaboradores, que só podem contribuir com 11 dólares cada. É a chamada estratégia de crowdfunding (que tradução literal seria um financiamento pelas multidões) e o mais bacana é que após o designer conseguir o investimento de 55 mil libras (11 libras de 5 mil pessoas) ele tem 6 meses para desenvolver uma coleção de 4 a 7 peças e os lucros referentes a venda da coleção é dividido entre o designer e os consumidores/investidores.
A ideia também parece um pouco complicada e difícil de ser implementada nos trópicos, mas é um projeto bastante inovador e que traz um novo formato de negócios que linka consumidor e estilista em um processo de colaboração mútua.
Outra ideia excelente que não é ligada exclusivamente a moda, mas poderia ser (#ficaadica) e que já foi traduzida em uma versão brasileira é o modelo de tryvertising que nada mais é que um Clube de Amostra Grátis. As empresas interessadas em testar seus produtos antes de colocar no mercado, distribuem para esta loja, que forma uma espécie de clube. Os associados recebem produtos dos mais diversos estilos, de eletrônicos a roupas, completamente de graça e possibilita as empresas produtoras ter um feedback dos seus produtos antes mesmo de comercializá-los. Uma ideia ótima, que já existe na China, Japão, Espanha e EUA.
A Revista Vogue Inglesa em parceria com o Conselho de Moda Britânico também tem feito um trabalho bem bacana incentivando novos talentos com o projeto Vogue Fashion Fund que premia em dinheiro e serviços de consultoria estratégica os novos estilistas que participam do prêmio enviando seus trabalhos e planos de negócios e são selecionados através da análise do trabalho mais promissor e bem estruturado, o ganhador da primeira edição do prêmio foi o estilista inglês Erdem Moralioglu.
Enfim, ideias, projetos e inciativas criativas e inovadoras estão transformando o mercado e os modelos de negócios vigentes na moda até agora.
É um momento de transição, de novas ideias, de frescos, de ousadia…
Viva a esta nova era da moda!

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Moda é cultura

Em semana de Donna Fashion Iguatemi, acho que é necessário iniciar uma discussão sobre a moda inteligente neste país ou a falta de…
“A questão da moda não faz furor no mundo intelectual. (…) A moda é celebrada no museu, é relegada à antecâmara das preocupações intelectuais reais, está por toda parte na rua, na indústria e na mídia, e quase não aparece no questionamento teórico das cabeças pensantes. (…) É preciso redinamizar, inquietar novamente a investigação da moda, objeto fútil, fugidio, contraditório por excelência, certamente, mas que, por isso mesmo, deveria estimular ainda mais a razão teórica”.
Isso foi escrito pelo filósofo Gilles Lipovestsky em 1989!
Sim, mais de 20 anos e a crítica é a mesma… falta de pensamento crítico sobre a moda!
Mas este post não é de reclamação, e sim, de motivação! Acredito que o mercado da moda tem amadurecido muito e está caminhando cada vez mais para transformar a moda um assunto sério que deve sim estar nas “cabeças pensantes”…
O assunto é do mês passado, mas achei que teve pouca repercussão e um assunto tão importante desses merece destaque!
Um manifesto chamado “A Cultura está na Moda e a Moda está na Cultura” é um dos exemplos de movimentos para tornar a moda um assunto sério. O projeto que tem o objetivo de incluir a moda nos processos de elaboração da política cultural brasileira, teve em março um encontro para discussão e elaboração de propostas para que a moda seja tratada como arte e parte da cultura brasileira e, claro, conseguir com que a moda garanta uma fatia dos recursos da cultura para investimento em projetos do setor.
Foi feita uma conferência pré-setorial com participação de poucas pessoas, pois vários estados não enviaram seus representantes para discutir o assunto, toda a região sul do país, por exemplo, só teve 1 representante!!!! Mas as pessoas que participaram criaram uma discussão importante e relevante para o mercado, achei ótima a opinião de Afonso Luz ( Dir. de estudos e monitoramento de políticas culturais) que disse que a moda é uma das artes que mais tem a capacidade de identificar visualmente o Brasill: “São essas manifestações que criam a cultura no ambiente urbano”.
Ronaldo Fraga, um dos estilistas que melhor representa a cultura brasileira com suas coleções em que a roupa é apenas o plano de fundo para uma contexto cultural muito maior, disse que a discussão dessa primeira reunião é sobre “a possibilidade da moda ser considerada cultura neste país”. Ronaldo levantou ainda o ponto de que não existe incentivo registro da história da moda no país e muito menos para a capacitação de pessoal. O próprio estilista teve um projeto de um livro e exposição sobre o Rio São Francisco (tema de sua coleção de verão 2009) negado três vezes nas leis de incentivo cultural.
O encontro serviu para iniciar uma discussão longa e super produtiva de incluir a moda na pauta da cultura brasileira e ficou marcada para este mês um segunda conferência para amadurecer as discussões. Ronaldo Fraga salientou “Esperamos a adesão de mais estilistas a este processo, porque apenas 10% do setor produtivo foi à capital federal para o encontro. A turma escaldada com promessas precisa entender que não vamos pedir dinheiro para o desfile do Zé das Couves com uma gostosona na passarela”.
Na minha opinião um mercado que representa o 4° maior do PIB do país deveria ter um Ministério do setor como países como Índia com seu Ministério Têxtil, mas acho que tudo deve começar aos poucos e incluir a moda na política cultural já é um início produtivo. Tomara que a discussão tome proporções maiores e que a moda seja logo legitimada como parte da cultura brasileira.

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Moda & Internet

Tendências mundiais de consumo apontam para uma era de mudanças, para um mundo conectado e colaborativo, tendo a internet como ponto de contato.
A moda que baseia sua atuação em tendências de comportamento, está sofrendo para saber se adaptar a esta nova realidade.
A internet que era um bicho papão, hoje faz parte da vida de todo mundo. Mas as empresas, ainda receosas sobre como utilizar esta tão poderosa ferramenta, acabam apenas imitando estratégias de sucesso, sem saber ainda adaptar a ferramenta e a linguagem ao conceito e posicionamento da marca.
Michael Porter em entrevista para a Revista Época Negócios relatou sua percepção sobre o uso da internet e disse que as empresas não estão sabendo dar melhores usos e práticas a ferramenta e que está inclusive escrevendo um artigo sobre a evolução da internet e a necessidade das empresas evitarem a padronização.
Uma pesquisa feita pela agência F/Nazca e pelo Datafolha relatou que 49% dos brasileiros levam em conta as opiniões que encontram em sites e comunidades antes de tomar uma decisão de compra e 69% dizem compartilhar informações sobre produtos e serviços com outros internautas.
Ou seja, a internet se tornou uma poderosa ferramenta de pesquisa, de divulgação e de relacionamento com os consumidores. Mas será que as marcas estão sabendo utilizar a web para estes fins????
As marcas de moda já estão ligadas na internet, mas ainda de uma forma um pouco tímida e as vezes apenas repetindo ações eficazes de outras marcas.

Claro que existem cases bacanas como a Farm que sabe utilizar a linguagem da marca para se relacionar com seus consumidores e claro, divulgar a marca de uma forma interessante. A primeira marca brasileira de moda a criar um aplicativo para i-phone, dona de um blog com mais de 15mil acessos diários e muito conteúdo (não só da marca, mas de todas as questões que cercam o universo da Farm) e com mais de 8mil seguidores no twitter, a marca sabe usar as redes sociais e a web em geral como ferramenta de comunicação, relacionamento e interatividade com seus consumidores.
Aplicativos de i-phone são as inovações preferidas das marcas de moda, que apostam em ferramentas que interagem com o consumidor, trazem informações, curiosidades, além de fazer com que o consumidor leve a marca sempre ao seu lado… Revistas como Interview, Pop e Vogue apostam nos app como forma de aumentar a venda de suas publicações e marcas de Chanel, Marc Jacobs, Nike a Miss Sixty lançam seus aplicativos na rede como ferramenta de comunicação e relacionamento com o consumidor.
Grandes marcas de luxo mundiais apostam na internet como forma de se aproximar dos consumidores. Só nesta semana lançamentos sacudiram o universo fashion como as lojas virtuais de Quail e Cartier e blogs que prometem conteúdo de primeira como de Cavalli e Thierry Mugler.
Uma pesquisa feita pela Burson-Marsteller observou como as 100 maiores empresas do mundo, segundo a Revista Fortune, utilizam as mídias sociais. A pesquisa relatou que 79% das empresa utilizam pelo menos uma plataforma de mídia social. Entre as mais utilizadas está o twitter com 65%, o Facebook com 54%, o Youtube com 50% e blog corporativos com 33%.
Apesar da forte presença na web, as ações e estratégias das marcas de moda ainda são fracas e tímidas, resumindo sua atuação e conteúdo on line a lookbook, posts de lançamento de coleção e ações com blogueiras ou promoções fracas. E claro, a maioria apenas repete ações de sucesso de uma minoria inovadora!
Mas acredito que a utilização da internet pelas marcas de moda está caminhando para um processo de sucesso! Algumas marcas excelentes estão inovando e trazendo informação e conteúdo de interesse de seu público consumidor e refletindo a imagem da marca em ações interativas e colaborativas, inserindo o próprio consumidor no processo criativo da marca.

Lookbooks on line e colaborativos, por exemplo, firam febre na web. Inspirando-se no universo do street style, as marcas querem saber como os consumidores estão dando outros olhares para suas criações e faz com que os próprios consumidores sejam os modelos da marca. Uma das primeiras marcas a lançar esta ação foi a American Apparel em parceria com a LookBook.nu e hoje até marcas como Imaginarium (que não sou exatamente do mercado de moda) utilizam esta ferramenta como forma de inserir o consumidor no processo criativo.

A Converse é outro exemplo bacana, que lançou uma série de mini documetários na internet com pessoas ligadas a moda, arte e cultura que expressam muito bem a imagem da marca e seu posicionamento do mercado. São vídeos com entrevistas sobre uma nova geração que quer fazer a diferença, tem atitude e se expressa através das artes, muito Converse né?!
Enfim, ideias boas estão surgindo e o conceito de colaboratividade, interação e participação começa a fazer parte da comunicação das marcas de moda.
Ainda falta um pouco de inovação, de sair do comum e não usar fórmulas prontas, mas eu acredito nessa nova era da comunicação, em que a publicidade persuasiva perde cada vez mais seu espaço para ações interativas e de relacionamento com o consumidor. Esta realidade está cada vez mais próxima e as marcas de moda estão percebendo este novo momento… só falta arriscar as antigas verbas de publicidade em ações inovadoras, colaborativas e que tenham a internet como principal plataforma de contato com seus consumidores.

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Notting Hill

Este post é de Notting Hill… tive que ir duas vezes para gostar do lugar!
É que todo sábado tem uma feirinha… feirinha, isso foi o que me disseram!
Fiquei umas 3h no mínimo caminhando até achar o final da feira, o lugar é imenso, a quantidade de pessoas é absurda, tive que partir para a ignorância cada vez que queria parar para ver alguma coisa!
Sai de lá irritada e acabada!
Mas na segunda vez resolvi ir mais relax, fui mais tarde e depois de almoçar, e achei o lugar incrível!
Com direito a barraca de calcinhas, roupas de paetê, Lojas incríveis (como a Pepe Jeans com uma coleção linda do Andy Warhol), tudo isso misturado com muita comida turca, mediterrânea, barraca de frutas, açougue, pubs e tudo o mais!
Vale como inspiração….

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Fashion and Textile Museum

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E o primeiro post sobre London vai ser sobre o Fashion and Textile Museum!

Confesso que esperava muito mais, imaginava um mega musem contando a história da moda e tudo o mais… mas não! O Museu é lindo, mas é pequeno e tem apenas uma exposição temporária, eu imaginava que teriam alguma exposição fixa.

A exposição que está lá agora é a UnderCover, que conta um pouco da história do underwear!

É fantástica, mostra desde os espartilhos e toda a evolução da lingerie que sempre foi muito valorizada no vestuário feminino!

Eles mostram através de personalidades e evolução da lingerie no cinema, nos palcos como com a Madonna que ousou usar a lingerie como figurino de shows.

Eu achei o tema super atual, pq na semana passada estava vendo na TV aqui o V Festival, um Festival que aconteceu aqui durante 2 dias e teve Lily Allen, Lady Gaga, e mais um monte de cantoras e é impressionante como todas estavam explorando a lingerie, lady gaga por exemplo não sabe o que é calça há horas!

Ah, por falar nisso a moda da Lady Gaga pegou mesmo por aqui, já vi várias meninas na rua só de meia calça e body e sábado vi um menino em uma festa de camisa jeans, sapato e cueca… o pessoal exagera aqui!

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Pano Pra Manga…Sucesso!

A primeira edição do Pano Pra Manga foi um sucesso!

Vários participantes, convidados ótimos, lugar excelente… Eu adorei!

Entre os convidados Andreas e Frederico Renner Mentz da Spirito Santo, Gabriela Cirne Lima e Martina Heuser da Renner e Helen Rödel da Rödel LA trouxeram um pouco das experiências e da visão de mercado de marcas tão diferentes, e que elevam o mercado de moda gaúcho por combinar competência, inovação e criatividade.

E não é puxar o saco não! Sou super fã da Spirito Santo, imagina criar uma marca super diferente, propondo ternos de modelagem ajustada, com aplicações, estampas, com um conceito super rock’n roll focada para homens gaúchos?? E o melhor? Dar certo…

Transformar uma loja de varejo como a Renner em uma marca de moda gaúcha, trabalhando com produtos com tendências e muita informação de moda a preços baixos.. e ser absorvida facilmente pelos consumidores…

E outra que me deixa de queixo caído, a Rödel LA que sem grana para investir mas muitas idéias na cabeça conseguiram sair na imprensa especializada em moda nacional pelos seus fantásticos editoriais, vender para um sowroom em Budapeste e ter a Björk entre suas consumidoras!

Nossa.. e ainda temos a coragem de dizer que a moda no RS não existe?? Não existe é o conhecimento de marcas e idéias tão interessantes como essas!

Achei ótimo o evento, queria que o pessoal participasse mais, queria saber o que cada um ali fazia, pensava, estudava… mas acho que para o primeiro foi ótimo! No próximo TODO mundo tem que participar, hein?!?

E para o próximo queria a participação de todos na escolha do tema, dos convidados, de tudo!

Só o local que não vamos poder mudar né… Pq a Barbarella Bakery é um paraíso, lugar aconchegante, ótimo atendimento, sanduíches incrivelmente maravilhosos e Ana.. obrigada pela parceria! Todos adoraram!

Também queria agradecer ao Kiko Coelho, nosso fotógrafo oficial, que tirou essas fotos ótimas… Tomara que possamos contar com ele para os próximos!

E obrigada a todos que participaram do evento!

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Tendência 2010

A moda pensada como arte mesmo utiliza as suas ferramentas para comunicar a realidade de seu tempo e expressar o movimento e os sentimentos atuais.
Em tempos de crise financeira, aquecimento global, e total incerteza sore o futuro… Nada melhor do que a moda para nos tirar uma pouco da realidade, dar asas a nossa imaginação e trazer um pouco de otimismo para todo mundo!

Uma tendência que acredito que entre muito forte para 2010 é essa idéia da fantasia, do lúdico, de usar cores e formas para nos fazer viajar em um mundo imaginário e trazer mais esperança, alegria e força para construir um futuro melhor!

Dois estilistas trabalham isso muito bem:

A ephola Aghata Ruiz de La Prada, que tem um trabalho incrível! O Blog Trendencias fez um post super bacana sobre a trajetória dela e achei ótima a frase que resume o seu trabalho:“para triunfar hay que dejar de ser “normales”. En un mundo en el que el ganador se lo lleva todo, normal es igual a nada”.

A estilista que desfila suas criações nas semas de moda de Madrid, NY e Milão já ganhou um prêmio de embaixadora da moda por sua criatividade e trabalho extraordinário!

O segundo estilista que entra bem nesta tendência é o excentrico Jean Charles de Castelbajac! Usando como inspiração para suas criações Lego, Barack Obama e até os Muppet Babies, Jean faz uma moda super divertida, atual e colorida…

Fantasia, Imaginação, Lúdico, Divertido e Colorido serão as palavras-chave para 2010!

Inspirem-se….

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