


No livro Consumo Autoral que já comentei aqui, o autor fala sobre o Design Thinking citando um dos primeiros estudos sobre a Economia da Felicidade feita por Tibor Scitovsky (ótimo nome para um segundo cachorro, já que o meu se chama Lipovestsky) escrito em 1976 no ensaio The Joyless Economy.
O autor afirma neste estudo que nós precisamos consumir bens de “conforto” e bens de “criatividade”. Ele explica, que os bens de criatividade são “relacionais, culturais, estimulantes e que exigem um número maior de experimentações e energia pessoal para serem apreciados.”
Algum tempo depois do ensaio de Scitovsky, vemos que a Economia da Felicidade está aí, e que hoje o consumo de bens de criatividade se torna prioritário para os consumidores.
A moda, sendo um dos artifícios que o consumidor tem para se expressar e se comunicar com o próximo, lidera um dos mercado que mais tem investido na criação de bens de criatividade. A moda tem como principal função hoje gerar experiências, divertir, envolver o consumidor e marcas e produtos tem surgido todos os dias com este papel.
A moda talvez seja o mercado mais importante na Economia da Felicidade!
Tênis que muda de cor conforme a luz, como o projeto da Reebok com a Uslu Airlines.
Acessórios como os da marca “Return to me” que podem ser customizado pelo próprio consumidor, apenas com um pouco de linha e criatividade.
Um jogo de memória com os looks de street style que ilustra milhares de blogs mundo a fora.
Estes são alguns exemplos de que a moda caminha para se tornar a indústria de bens de criatividade, desenvolvendo mais do que roupas, acessórios, tecidos costurados, mas artigos que servem para divertir, para estimular, para criar experiências, para expressar sentimentos.
É a moda na Economia da Felicidade! Divirtam-se

