Pessoas, achei interessante postar aqui sobre o Pano Pra Manga e suas mudanças!
Bom, criei o Pano Pra Manga junto com a Raquel Medeiros pq sempre senti uma falta de eventos bacanas de moda e iniciativas que reunissem empresas, marcas, estudantes e profissionais do mercado de moda gaúcho para discutir juntos formas de crescimento para esse mercado!
Fizemos 3 edições do evento! O resultado foi incrível, os convidados ótimos, assuntos bacanas, cada edição teve um crescimento enorme do n° de inscritos e enfim… Até que eu fui viajar em agosto e resolvemos pular uma ou duas edições (a proposta do evento seria mensal).
Quando voltei para o Brasil, a correria e o acúmulo de trabalho me impediram de conseguir pensar no PPM e confesso que eu não estava satisfeita com o projeto. A minha idéia inicial seria um encontro super interativo, que os participantes ajudassem a construir e melhorar cada vez mais o evento. Para minha surpresa poucas pessoas gostavam de interagir e agregar ao evento e a maioria gostava muito do formato palestra (o que eu queria fugir desde o início). Também sentia falta de um desdobramento maior do evento, que tivesse algum resultado mesmo aquela troca de informações que acontecia uma vez por mês em algo maior e que de fato resultasse em alguma diferença para o mercado gaúcho. Bom, apesar de ficar super satisfeita com o projeto, ainda assim queria que ele fosse muito maior do que era!
Talvez meu objetivo não fosse alcançado com este tipo de projeto e formato e por isso, achei melhor não seguir em frente e pesquisar melhor uma forma de atingir meus objetivos com outras ferramentas.
Essa introdução toda é para explicar que o nome Pano Pra Manga (criado pela Raquel) continua, mas o projeto é outro. Agora ele será tocado só pela Raquel, eu não estarei neste projeto, e ele vai ter um novo formato. Um encontro de networking e troca de cartões, diferente da proposta inicial!
E para que quiser participar deste novo projeto, entre no site do PPM e saiba mais informações!
Queria deixar aqui meu muito obrigado aos participantes e convidados do evento que enriqueceram muito o projeto: Spirito Santo, Helen Rödel, Renner, Vulgo, Bag For Life, Pirecco, Marina Bortoluzzi, Fernanda Jesus, Elis Martini, Barbarella Bakery e Kiko Coelho.
Pano Pra Manga
Maria Prata e minhas impressões….

Depois do Jum Nakao, foi a vez da Maria Prata ajudar a enriquecer minha semana!
Confesso que não foi tudo o que eu esperava!
Ela começou falando um pouco da trajetória dela, do trabalho dela na Vogue o agora no Fashion TV e terminou falando um pouco sobre Crítica de Moda.
E aí vem o problema! Ela nos mostrou como funciona o texto, o que o texto deve explicar, que ele deve transportar o leitor para a situação narrada, enfim… mas o que mais me chamou a atenção foi que ela citou algumas pessoas que fazem crítica de moda no Brasil (que eu não preciso citar aqui né?!).
Pois então, vendo ela falar sobre alguns exemplos de textos, forma de linguagem e tal, reparei que não via muita diferença entre eles. Todos eram super descritivos, apenas abordavam ângulos diferentes, mas não poderiam ser considerados crítica já que não davam nenhum tipo de opinião que outra pessoa sentada na prima fila de um desfile de semanas-de-moda-nacionais-da-vida não conseguissem fazer!
Perguntei pra ela sobre a crítica negativa, se existia, afinal de contas sabemos que nem tudo são flores na moda brasileira. Ela me disse que achava sim que existia e contou umas fofocas de que alguns estilistas não aceitavam e inclusive não gostavam que as jornalistas usassem suas roupas após algum tipo de crítica sobre o desfile e ela mesma deu um exemplo de que uma vez fez uma crítica negativa e ligou para a estilista para explicar a sua opinião e a estilista nem sequer atendeu!
Meu resumo de tudo isso é que a moda brasileira me parece tão imatura ainda!
Parecem um bando de crianças bicudas ao ouvir qualquer tido de crítica e preferir não “emprestar o brinquedo” ao invés de aceitar as opiniões e tentar crescer com isso.
Me pareceu tão pouco profissional, parece que o mercado ainda é tão ligado a panelas, a amizades e relacionamentos e tão pouco preocupado com talento ou profissionalismo.
Confesso que fiquei super decepcionada e até desmotivada mesmo… Quando que a moda brasileira vai crescer?!? E crescer não significa exportar para 223322424 países ou evoluir modelagem e qualidade… não! Significa entender que a moda é mais do que roupa, é negócio, é mercado e exige profissionalismo de todos os lados!
Mas ainda me resta algumas esperanças…
Jum Nakao e o sentido do design


A semana passada foi super bacana pra mim.. foi um turbilhão de informações e conteúdos novos!
Começando com palestra do Jum Nakao, passando por palestra incrível da Perestoika e convidados (O Estúdio, Camiseteria,…) e terminando com aula com Maria Prata!
Mas vou tentar falar de tudo aqui, começando com post sobre o Jum Nakao!
Bom, ele dispensa apresentações depois da coleção “A Costura do Invisível”. A melhor estratégia de construção de marca para mim foi a criação do desfile, que se tranformou em vídeo, livro e palestras.
Despois desse desfile, Jum começou a ser visto com outros olhos pelo mercado, a mídia, os concorrentes, os consumidores e os pensadores de moda e arte em geral!
Mas no encontro que tivemos com ele, achei muito bacana o conceito que permeia as criações e pesquisas dele ultimamente.
Jum Nakao trouxe uma expressão japonesa chamada “Mottainai” que significa desperdício!
Essa expressão serve como inspiração para o design, a moda e o comportamento em geral nos últimos tempos.
O designer levantou muito a questão do reaproveitamento de materiais e o papel do design na sociedade atual. Para ele, o design serve de interface entre o homem e a sociedade e por isso, tem o papel de tornar os objetos melhores, mais bonitos e de ajudarem na construção de um mundo melhor!
Esse pensamento fica mais fácil quando entendemos no que ele realmente acredita de que o design não tem que criar produtos, mas sensações!
Isso explica todas as pesquisas e o trabalho de Jum Nakao, que tem se voltando muito mais para a arte e para o ensino do que a moda simplesmente. Pq moda não é só roupa né pessoal!
Excelente o pensamento dele e espero que mais designers saiam desta “escola” de pensamento!
Renner e suas estratégias


Antes tarde do que nunca!
Estou há horas para falar da Renner e nunca consigo!
Mas o que eu queria falar é que a Renner é uma das marcas que mais etsá me impressionando em termos de estratégias de marketing ligadas a moda.
Na luta para se reposicionar de grande magazine popular para rede de fast fashion brasileira a Renner tem investido alto em ações interessantes e muito ligadas a um público que entende de moda mesmo.
Tentando fugir da estratégia usada pela C&A no Brasil e por várias redes internacionais que utilizam estilistas famosos para desenhas suas coleções, a Renner escolheu ir por outro caminho e no meu ponto de vista está fazendo super bem!
Para o lançamento do preview de verão, a Renner chamou 5 stylist para montar looks atuais e com informação de moda usando apenas produtos da marca.
Este evento de lançamento convidou apenas blogueiros para conhecer de perto a coleção!
Uma repercussão super boa na mídia e, claro, nos blogs de moda sobre as coleções da Renner mostraram que a ação trouxe o resultado esperado! Além de notinhas do evento, editoriais on line e impressos apareceram dando destaque para as peças da marca! Uma ótima ação de RP chamando atenção da mídia especializada!
A última ação da marca foi o envolvimento e patrocínio do Pense Moda, Um dos eventos mais bacanas de moda do Brasil, teve o apoio da Renner que inclusive transmitiu o evento inteiro ao vivo no site da marca. Também mais um exemplo de ação de marketing cultural com um ótimo retorno em imagem de marca!
Sem falar na revista, nos videos de tendências, no site, nas lojas e em todas as ações internas que a marca tem feito. Eu torço para que mais ações inteligente e interessantes como essas sejam realizadas não só pela Renner, mas por marcas brasileiras em geral, ao invés de continuar focando toda suas verbas em anúncios sem graça e batidos!
Parabéns Renner!

