E a moda gaúcha?!


Moda gaúcha é sempre um assunto que gera discussão!
Existe moda gaúcha? Existe mercado de moda no RS? Os consumidores gaúchos são mesmo muito tradicionalistas!? E outros vários questionamentos são levantados quando alguém toca no assunto.
Há quem diga que o mercado no Sul não funciona porque não existe consumidor informado e ousado, há quem diga que falta apoio para novos criadores ou ainda que é necessário fazer sucesso fora, no “centro” do Brasil (Rio/SP) ou fora do país para ser valorizado aqui dentro.
Mas eu tenho outra opinião… Acho que tudo isso é conversa de quem tem medo ou preguiça de “dar a cara a tapa” e fazer o que realmente acredita!
Em uma pesquisa recente que eu fiz sobre o mercado de moda gaúcho, a opinião que melhor resumiu a situação do mercado de moda gaúcho foi de um carioca, Carlos Denisieski. A opinião dele é a de que no Sul temos uma preocupação de ser autosuficientes, de produzir moda gaúcha para gaúchos e que isso é praticamente impossível em qualquer lugar do mundo. A globalização está aí e precisamos nos adaptar a esta realidade, precisamos criar moda para o mundo, independente de referências ou inspirações, a moda produzida aqui precisa ter qualidade o suficiente e ser verdadeira para que seja consumida por paulistas, cariocas, mineiros, ingleses, americanos e também… gaúchos.
Para mim o problema da moda gaúcha é a falta de profissionalização. E o exemplo de profissionalismo e sucesso é o caso da estilista Helen Rödel, sempre fui fã da Helen, mas não por suas criações em crochê… muito mais do que inovar no material utilizado ou na forma de produção, a Rödel sempre se preocupou desde o início com a estratégia da marca. Mesmo sem investimento, estratégias brilhantes sempre foram executadas por ela como forma de divulgar a marca para além dos horizontes dos pampas.
E agora que a marca tem aparecido nas mídias, alguns chamam de sorte… Duvido que a Helen estava tomando chimarrão no Redenção e alguém topou com ela perguntando se queria desfilar na Islândia ou produzir peças para o desfile da 2nd Floor no SPFW.
O reconhecimento dela vem de muito trabalho, muita estratégia de divulgação e muita criatividade na comunicação da marca.
E é isso que falta para outros tantos talentos gaúchos que preferem colocar a culpa no Donna Fashion, que nunca se propôs a ser uma semana de moda local, mas sim uma estratégia de marketing de um shopping muito bem elaborada para atrair consumidores e vendas para suas lojas. Ou ainda quem culpe o mercado, os consumidores, a vida, o mundo!
Chega pessoal… quem cria a produz moda de qualidade, quem faz o que ama e acredita e trabalha duro para que seu trabalho seja reconhecido por todos, não precisa reclamar do mercado gaúcho, porque com certeza terá seu lugar ao sol.
No post anterior, afirmei que umas das coisas mais bacanas dessa nova realidade da moda 2.0 é que qualquer um tem as mesmas ferramentas que uma marca como a Chanel para disseminar conceito, para expressar a imagem de suas marcas e criar um vínculo de comunicação e relacionamento com seus consumidores.
O resto tudo é “conversa pra boi dormir”!!!
Vamos nomear a Helen como embaixadora da moda gaúcha e utilizar o exemplo dela para essa onda de novos estilistas que estão saindo do forno no RS, para que a moda gaúcha seja realmente uma moda do mundo e não uma moda local e principalmente, que o profissionalismo seja exemplo e fórmula de sucesso… Pq contar com a sorte nem sempre dá certo!

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Moda 2.0



Ultimamente muito tem se falado sobre o novo comportamento das marcas de luxo, que se renderam a internet e as redes sociais como forma de se comunicar e se relacionar com seus consumidores.
Apesar do luxo estar muito ligado a experiência, o consumo de produtos de luxo on line tem ganhado espaço pela conveniência que a internet oferece.
Além disso, depois da crise que abalou muitas das marcas do mercado de luxo, a alternativa mais imediata e barata que as marcas estão tomando é utilizar as redes sociais como forma de se conectar com seus consumidores, ouvir suas sugestões e criar um relacionamento mais forte com seus clientes.
Mas apenas utilizar a internet para se relacionar com o consumidor não é mais garantia de sucesso!
A internet e, principalmente, as redes sociais deixaram de ser um espaço de conexão para ser um espaço de disseminação de conteúdo.
Por isso, as marcas precisam mais do que nunca produzir conteúdo para atrair a atenção de seus consumidores.
E aí entra um post que li recentemente sobre a Chanel no The Business of Fashion.
A Chanel é uma marca de luxo que sabe mais do que ninguém como se reiventar sem perder sua essência. Karl Lagerfeld, o gênio por trás da Maison, é um dos mais competentes criadores de conteúdo da atualidade. Mais do que vender suas criações, Lagerfeld tenta criar vínculos com seus consumidores, aliás, criar mais do que consumidores, mas fãs de verdade da marca.
A criação de conteúdo permeia toda a estratégia da Chanel, que produz conteúdo interessante, original, ligado a essência da marca e com o propósito de inspirar, motivar e criar desejo em seus consumidores.
Com o enfraquecimento das revistas impressas e da publicidade em geral, e o aumento cada vez maior do poder da internet, as marcas de moda estão tendo que se adaptar a nova realidade e criar novas formas de comunicação e relacionamento com seus consumidores.
E a Chanel é um ótimo exemplo de marca de moda que está sabendo se adaptar as mudanças e aos novos consumidores, criando e produzindo conteúdo original e de valor e atraindo a atenção de seus fãs, tornando-os disseminadores da imagem da marca pela internet a fora.
Vídeos, blog, revista impressa e revista on line são apenas algumas das criações da Chanel com conteúdo inspirador que estão sendo produzidos e espalhados pela internet todos os dias.
E o mais interessante de tudo isso é que qualquer marca, independente do tamanho e da lucratividade, tem os mesmos recursos que a Chanel para produzir conteúdo original e interessante para atrair a atenção dos seus consumidores, basta criatividade e inteligência estratégica.
Bem-vindos a nova realidade de mercado, do neoconsumidor, da internet, das redes sociais, da Moda 2.0…

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Crowdsourcing

Segundo o Wikipedia, “crowdsourcing é um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdo ou desenvolver novas tecnologias”.
Sites de pesquisa de tendências como TrendHunter, Trendwatching e PSFK apontaram o crowdsourcing como umas das grandes tendências para 2010 e acertaram em cheio. O ano mal começou e todos os dias surgem exemplos de marcas e empresas que estão utilizando da colaboratividade do consumidor e da facilidade da internet para resolver problemas, desenvolver produtos ou apenas envolver o consumidor no processo da marca, criando assim relacionamentos duradouros.
A colaboratividade e a mobilização cooperativa faz parte do comportamento do novo consumidor, dessa geração que foi criada com a internet, as redes sociais e a cultura da interatividade. Por isso, as empresas precisaram se adaptar a este novo consumidor e fazer com que ele possa participar e dar sua opinião na criação de produtos que serão vendidos para ele mais tarde.
A Cadbury, fábrica de doces, criou um site para que os consumidores possam enviar sugestões e ideias sobre as novas invenções da fábrica.
A Lego, que não para de se reiventar, criou um site chamado Click para que designers, artistas e pessoas criativas em geral possam enviar suas ideias envolvendo o famoso brinquedo.
Outras empresas como Starbucks e Dell já fazem isso há algum tempo, sites abertos para envio de ideias e possibilidade dos próprios consumidores votarem nas melhores ideias
E a FIAT criou um desafio de fazer o primeiro carro do mundo criado com a colaboração dos consumidores, o Fiat Mio será criado a partir das sugestões enviadas pelas pessoas.
Enfim, novos exemplos surgem a cada dia e o fato é que daqui a muito pouco tempo, as marcas e empresas serão obrigadas a criarem um espaço para que o consumidor possa participar e colaborar com suas próprias ideias ou não terão mais a atenção deste novo consumidor, que está aí, aberto a ajudar, a dar respostas sobre o que estão querendo vestir, comer, onde querem ir, o que querem comprar…
Empresas, marcas e profissionais do Mercado de Moda o que vocês estão esperando???

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Quando a moda vira diversão!



No livro Consumo Autoral que já comentei aqui, o autor fala sobre o Design Thinking citando um dos primeiros estudos sobre a Economia da Felicidade feita por Tibor Scitovsky (ótimo nome para um segundo cachorro, já que o meu se chama Lipovestsky) escrito em 1976 no ensaio The Joyless Economy.
O autor afirma neste estudo que nós precisamos consumir bens de “conforto” e bens de “criatividade”. Ele explica, que os bens de criatividade são “relacionais, culturais, estimulantes e que exigem um número maior de experimentações e energia pessoal para serem apreciados.”
Algum tempo depois do ensaio de Scitovsky, vemos que a Economia da Felicidade está aí, e que hoje o consumo de bens de criatividade se torna prioritário para os consumidores.
A moda, sendo um dos artifícios que o consumidor tem para se expressar e se comunicar com o próximo, lidera um dos mercado que mais tem investido na criação de bens de criatividade. A moda tem como principal função hoje gerar experiências, divertir, envolver o consumidor e marcas e produtos tem surgido todos os dias com este papel.
A moda talvez seja o mercado mais importante na Economia da Felicidade!
Tênis que muda de cor conforme a luz, como o projeto da Reebok com a Uslu Airlines.
Acessórios como os da marca “Return to me” que podem ser customizado pelo próprio consumidor, apenas com um pouco de linha e criatividade.
Um jogo de memória com os looks de street style que ilustra milhares de blogs mundo a fora.
Estes são alguns exemplos de que a moda caminha para se tornar a indústria de bens de criatividade, desenvolvendo mais do que roupas, acessórios, tecidos costurados, mas artigos que servem para divertir, para estimular, para criar experiências, para expressar sentimentos.
É a moda na Economia da Felicidade! Divirtam-se

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Modern Woman


Ontem vi um comercial da Axe sobre um desodorante que mudava a fragrância ao longo do dia… achei o produto meio estranho, mas o comercial foi bem bolado e era representado por uma mulher que se entediava facilmente com o perfil do homem e este se modificava em cada ocasião para atender as necessidades desta mulher.
Hoje, li que este comercial foi embasado por uma pesquisa feita pela CUBOCC que identificou o perfil da mulher brasileira e qual o seu comportamento frente a figura masculina.
A pesquisa foi muito boa e melhor ainda este texto que fala sobre o fim do tédio e da figura feminina em uma vida de angústias dependendo do papel masculino.
Embora muitas mulheres ainda tenham a necessidade de casar e ter filhos, e construir a vida imaginada e refletida pelas gerações anteriores, o comportamento da mulher está mudando muito. Aquele pensamento antigo de que o homem era o chefe da família, que cabia a ele o papel de responsabilidade, de trabalho, de ação em contraponto ao papel quase estático da mulher está mudando. Hoje, as mulheres estão se inspirando na imagem masculina e refletindo este papel na sua formação identitária. Por isso, surge uma geração de mulheres independentes, seguras e auto-confiantes, tendo às vezes até um ar meio agressivo ao invés do antigo comportamento recatado das mulheres de outras gerações.
A segurança é o principal fator na mudança do comportamento da mulher brasileira e isso pode mudar muito o mercado como um todo, já que alguns dados de pesquisas confirmam que cerca de 80% das decisões de consumo são das mulheres.
Outro dado levantado na pesquisa (e que foi o norteador da Axe para a criação da campanha) foi de que as mulheres exigem mais da figura masculina, exigem inovação, serem surpreendidas, sairem do comum, do tédio e isso é o principal ponto de amadurecimento do papel feminino. Se antes elas deveriam ficar casadas o resto da vida com homens que elas não se identificavam mais, hoje, elas exigem que o parceiro tenha a mesma capacidade de se reiventar, de viver múltiplos papéis e de mudança que a mulher tem.
Já estamos vivenciando esta mudança no perfil de comportamento da mulher, mas com certeza, ainda veremos isso se refletir em muita coisa, desde a lógica do mercado, até a mudança na sociedade, a mudança de comportamento masculino e, claro, a mudança na moda. Aguardem pra ver!!


via

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The Bloggers!



Eu sei, o assunto Blogs de Moda é antigo e cansativo quando a discussão começa entrar na qualidade do conteúdo.
Mas o fato é que é indiscutível o poder de mídia e a influência que os blogs têm (por menor que seja a qualidade de seus textos ou dicas) hoje em dia, como ferramenta de RP e foco de assessoria de imprensa, os blogs detêm às vezes mais atenção do que os tradicionais veículos de moda, já que permitem uma rapidez e um retorno comercial para as marcas muito maior do que a visibilidade de aparecer em revistas de grande nome.
Do violento número de acessos dos blogs de beleza com sorteio de brindes e dicas, à influência dos blogueiros nas semanas de moda mundo à fora, até matéria na Harper’s Bazar da pequena Tavi e agora a provável matéria que será escrita na Vogue americana sobre blogueiros de moda.
O fato é que mesmo o reconhecimento do poder dessas mídias que rendeu até a temida Anna Wintour ainda não está sendo aproveitado de forma interessante pelas marcas de moda, tendo ainda quem negue sua influência como Christopher Kane que reclamou da quantidade de blogueiros nas primeiras filas das semanas de moda e que acha que os blogs vão morrer rapidamente porque ninguém que quer saber uma notícia vai procurar a opinião de um adolescente blogueiro.
Pois é, há quem ainda não entendeu o papel dos blogs nessa nova era de consumo, há ainda quem não entendeu a imensa revolução da comunicação e há quem apenas negue tudo, que isso é apenas uma fase passageira!
É, acho que tem muita gente que não está entendendo mesmo… nada!
E agora? Semanas de moda nacionais começando… será que vamos ver blogueiros sentados na primeira fila??

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2010 e a Moda




Na imensidão de blogs e sites de moda desse mundão virtual afora, um anda se destacando bastante pela rapidez das notícias, pelo perfil dos textos, pelos assuntos abordados e pelos blogueiros que fazem parte da equipe.
É o FFW – Fashion Forward - criado por ninguém menos que o Grupo Luminosidade, responsável pelo SPFW e Fashion Rio.
Com o objetivo de ser um dos maiores portais de acervo de desfile do Brasil, o site tem chamado atenção pelo ótimo conteúdo!
E um dos tantos textos escritos foi o do Luigi Torres sobre algumas tendências para o mercado de moda em 2010!
Depois da crise econômica que abalou o mercado em 2009 e deixou algumas marcas de luxo em situação de risco, muita coisa mudou. As grandes magazines viram seus números crescer espantosamente enquanto importantes maisons fechavam as portas!
Na matéria, Luigi Torre, lembra que conceitos como sensualidade e agressividade, que transmitem a sensação de segurança, poder e controle ajudou algumas indústrias como a de lingerie e de maquiagem passarem pelo período de crise financeira com muito dinheiro no caixa.
Em 2010, alguns valores voltam a tona, (alguns deles ainda previstos pela WGSN há mais de 2 anos e por outros grandes portais de tendências recentemente), como a valorização das emoções e a humanização de tudo, principalmente da moda.
Materiais e técnicas mais naturais e artesanais trazem o “valor humano” as peças e são muito bem aceitas pelo “novo” consumidor que agora reconhece o seu poder e passa a ditar as regras do mercado.
Entendendo essa nova lógica de consumo, algumas das tendências encontradas em 2010 serão:
Preservação: Necessidade de relembrar o passado e valorizar sua história. A quantidade de brechós on line que surgiram nos últimos tempos, revelam que a tendência veio mesmo para ficar!
Aldeia Global: As fronteiras caíram, o mundo ficou menor, a valorização de outras culturas se torna inevitável.
Tradição: Reflexo da crise, esse momento é de olhar ao passado e relembrar o que passou. Editoriais apagados com imagens parecendo de fotos antigas, valorização do artesanato, a volta aos brechós, tudo isso vem a tona neste momento.
Elementos naturais: O natural, a simplicidade, o artesanal, tudo isso volta relembrando um momento de nostalgia e de revisão de valores.

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Centenário Internacional

Como um dos últimos projetos de 2009 a Laguna Marketing & Moda foi responsável pela coordenação do setor de Moda e Arte do evento do Centenário do Internacional.
O evento aconteceu nos dias 15, 16 e 17 de dezembro e contou com estudantes de moda e alguns dos artistas mais bacanas de Porto Alegre, do Núcelo Urbanóide.
Quase 3.000 pessoas prestigiaram o setor de Moda & Arte que foi destinado apenas ao camorote VIP do evento!

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Pano Pra Manga

Pessoas, achei interessante postar aqui sobre o Pano Pra Manga e suas mudanças!
Bom, criei o Pano Pra Manga junto com a Raquel Medeiros pq sempre senti uma falta de eventos bacanas de moda e iniciativas que reunissem empresas, marcas, estudantes e profissionais do mercado de moda gaúcho para discutir juntos formas de crescimento para esse mercado!
Fizemos 3 edições do evento! O resultado foi incrível, os convidados ótimos, assuntos bacanas, cada edição teve um crescimento enorme do n° de inscritos e enfim… Até que eu fui viajar em agosto e resolvemos pular uma ou duas edições (a proposta do evento seria mensal).
Quando voltei para o Brasil, a correria e o acúmulo de trabalho me impediram de conseguir pensar no PPM e confesso que eu não estava satisfeita com o projeto. A minha idéia inicial seria um encontro super interativo, que os participantes ajudassem a construir e melhorar cada vez mais o evento. Para minha surpresa poucas pessoas gostavam de interagir e agregar ao evento e a maioria gostava muito do formato palestra (o que eu queria fugir desde o início). Também sentia falta de um desdobramento maior do evento, que tivesse algum resultado mesmo aquela troca de informações que acontecia uma vez por mês em algo maior e que de fato resultasse em alguma diferença para o mercado gaúcho. Bom, apesar de ficar super satisfeita com o projeto, ainda assim queria que ele fosse muito maior do que era!
Talvez meu objetivo não fosse alcançado com este tipo de projeto e formato e por isso, achei melhor não seguir em frente e pesquisar melhor uma forma de atingir meus objetivos com outras ferramentas.
Essa introdução toda é para explicar que o nome Pano Pra Manga (criado pela Raquel) continua, mas o projeto é outro. Agora ele será tocado só pela Raquel, eu não estarei neste projeto, e ele vai ter um novo formato. Um encontro de networking e troca de cartões, diferente da proposta inicial!
E para que quiser participar deste novo projeto, entre no site do PPM e saiba mais informações!
Queria deixar aqui meu muito obrigado aos participantes e convidados do evento que enriqueceram muito o projeto: Spirito Santo, Helen Rödel, Renner, Vulgo, Bag For Life, Pirecco, Marina Bortoluzzi, Fernanda Jesus, Elis Martini, Barbarella Bakery e Kiko Coelho.

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Maria Prata e minhas impressões….

Depois do Jum Nakao, foi a vez da Maria Prata ajudar a enriquecer minha semana!
Confesso que não foi tudo o que eu esperava!
Ela começou falando um pouco da trajetória dela, do trabalho dela na Vogue o agora no Fashion TV e terminou falando um pouco sobre Crítica de Moda.
E aí vem o problema! Ela nos mostrou como funciona o texto, o que o texto deve explicar, que ele deve transportar o leitor para a situação narrada, enfim… mas o que mais me chamou a atenção foi que ela citou algumas pessoas que fazem crítica de moda no Brasil (que eu não preciso citar aqui né?!).
Pois então, vendo ela falar sobre alguns exemplos de textos, forma de linguagem e tal, reparei que não via muita diferença entre eles. Todos eram super descritivos, apenas abordavam ângulos diferentes, mas não poderiam ser considerados crítica já que não davam nenhum tipo de opinião que outra pessoa sentada na prima fila de um desfile de semanas-de-moda-nacionais-da-vida não conseguissem fazer!
Perguntei pra ela sobre a crítica negativa, se existia, afinal de contas sabemos que nem tudo são flores na moda brasileira. Ela me disse que achava sim que existia e contou umas fofocas de que alguns estilistas não aceitavam e inclusive não gostavam que as jornalistas usassem suas roupas após algum tipo de crítica sobre o desfile e ela mesma deu um exemplo de que uma vez fez uma crítica negativa e ligou para a estilista para explicar a sua opinião e a estilista nem sequer atendeu!
Meu resumo de tudo isso é que a moda brasileira me parece tão imatura ainda!
Parecem um bando de crianças bicudas ao ouvir qualquer tido de crítica e preferir não “emprestar o brinquedo” ao invés de aceitar as opiniões e tentar crescer com isso.
Me pareceu tão pouco profissional, parece que o mercado ainda é tão ligado a panelas, a amizades e relacionamentos e tão pouco preocupado com talento ou profissionalismo.
Confesso que fiquei super decepcionada e até desmotivada mesmo… Quando que a moda brasileira vai crescer?!? E crescer não significa exportar para 223322424 países ou evoluir modelagem e qualidade… não! Significa entender que a moda é mais do que roupa, é negócio, é mercado e exige profissionalismo de todos os lados!
Mas ainda me resta algumas esperanças…

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